Varsóvia

A Polônia foi um país muito disputado ao longo da história. Passou por muitas guerras, foi dominada pela Rússia, pelos nazistas e por fim pelos comunistas. Com o fim do comunismo, em 1989, o país experimentou um rápido crescimento e hoje é um país com ótima qualidade de vida.

A cidade de Varsóvia, capital da Polônia, foi arrasada durante a Segunda Guerra Mundial. A cidade foi reconstruída quase pedra sobre pedra pelos seus habitantes e conserva os traços originais do passado. A cidade que renasceu das cinzas é hoje moderna e desenvolvida.

Varsóvia tem um viés cultural que só cresce desde a queda do comunismo. Novos clubes, teatros, centros culturais e restaurantes abriram as portas nos últimos anos e tornaram a cidade muito mais vibrante. Sem falar nos parques, palácios, museus e castelos. A maioria das atrações fica à margem oeste do Rio Vístula, que divide a cidade ao meio.

O belo Centro Antigo (Stare Miasto), refeito segundo maquetes, fotos e quadros antigos, foi declarado pela Unesco, em 1980, Patrimônio Cultural da Humanidade. Os prédios de três ou quatro andares são todos coloridos. Difícil dizer se o local é mais bonito durante o dia ou à noite, quando os restaurantes e cafés localizados na praça são decorados com pequenas lâmpadas.

Outras atrações que merecem ser visitadas são a praça do Castelo, o mercado de arte com edifícios coloridos; a coluna de Sigismundo III Wasa, que data de 1644 e rende homenagem ao rei polaco; a Catedral de São João Baptista que foi reconstruída na década de 50 e a Praça do Mercado.

Destacam-se ainda os museus Nacional e de Zamek Krolewski e a Via Real que liga a Praça do Castelo ao Parque e Palácio Real Lazienki, antiga residência de Verão do último rei polaco. Se você gosta de história não perca o impressionante Museu do Levante que conta a batalha entre a Alemanha nazista e a resistência dos poloneses.

Onde Ficar

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H15 Boutique Apartments

Poznanska, 15
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H15 Boutique são apartamentos no centro de Varsóvia. O café da manhã é servido no seu quarto. Design interior é simples e muito elegante.

Construído na década de 1890, este edifício foi comprado em 1924 pela União Soviética, que embelezou a fachada e os interiores com elementos do realismo socialista ainda hoje visíveis, como os motivos de martelo e foice esculpidos em estuque no topo das colunas do restaurante.

Uma enorme reforma de £ 13 milhões, liderada por Grzegorz Rygiel, responsável pela reforma do Grand Central Terminal de Nova York, produziu 38 apartamentos e oito quartos standard, desenhados com ousadia por Mariola Tomczak, que mistura arte pop com móveis de design.

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Hotel Bristol

Krakowskie Przedmiescie, 44
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Um ícone. Quando foi construído em 1901, o Bristol era luxo desconhecido em Varsóvia. Sobreviveu à Segunda Guerra Mundial mas sofreu décadas de negligência na Polônia do pós-guerra antes de finalmente se fechar. Reabriu depois de uma renovação completa em 1993, tendo sido restaurado à sua glória original. Permanece hoje um hotel classicamente elegante, com decoração Art Nouveau, tetos altos e quartos de luxo.

A localização do hotel é fantástica. Equipe atenciosa. Boa comida no restaurante.

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Mamaison Hotel Le Regina

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O hotel fica em edifício histórico, localizado na belíssima Nowe Miasto (ou Cidade Nova) de Varsóvia, com ruas de paralelepípedos, igrejas antigas e belas praças de mercado.

Os 61 quartos vão desde os pequenos quartos clássicos e os espaçosos Quartos Deluxe à enorme Suíte Presidencial.

O serviço é excelente, funcionários simpáticos e prestativos. O spa conta com uma piscina de estilo romano, sauna e uma vasta gama de tratamentos usando produtos SkinCeutical.

 

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Rialto Hotel

ul. Wilcza 73
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O primeiro boutique hotel de luxo em Varsóvia, inaugurado em 2003.

Em estilo Art Nouveau o hotel fica em um prédio residencial do início do século XX, no centro da cidade. Do piso de mármore polido à iluminação Art Déco de latão, vitrais e móveis de madeira brilhante provenientes de casas de leilões em toda a Europa. Extremamente elegante e cheio de glamour em uma cidade onde os hotéis que refletem a sofisticação pré-guerra são pouco comuns.

O hotel está situado em uma área residencial que recentemente viu uma explosão de restaurantes e refeitórios e fica a uma curta distância da elegante rua comercial Nowy Iatwiat. A histórica cidade velha fica a 25 minutos a pé

 

Onde Comer

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Concept 13

Bracka 9
Warszawa, Polônia
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Um restaurante com um interior moderno e envidraçado, especializado em pratos de diferentes partes do mundo. Está localizado em uma loja de departamentos de luxo com uma bela vista de Varsóvia. Não é barato, mas na hora do almoço, no entanto, eles oferecem um menu de degustação acessível de cinco pratos inspirado na cozinha polonesa.

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Maka i Woda

Chmielna 13a
Warszawa, Polônia
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É melhor reservar com antecedência pois é um dos melhores pontos da cidade para comida italiana. A cozinha trabalha com produtos italianos de qualidade preparados com simplicidade. Eles têm a melhor pizza em Varsóvia, por ter um forno construído por um nativo napolitano. No forno a lenha a pizza é cozida por alguns segundos a cerca de 480 graus, o que cria uma atmosfera siciliana – mesmo no meio do inverno. Mąka i Woda também é famosa por seu lendário ravioli com gema de ovo, ricota, manteiga caramelizada e sálvia. Os pratos são compostos de poucos ingredientes e a pizza mais simples, a Bianca, é uma obra-prima.

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Opasły Tom

Wierzbowa 9
Warszawa, Polônia
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É uma das jóias culinárias de Varsóvia. Restaurante pequeno, mas aconchegante na Foksal Street, serve cozinha original com um forte sotaque polonês (muitos de seus excelentes produtos vêm de fabricantes poloneses), preparados por Agata Wojda, segundo a Gault & Millau Poland, a melhor chef polonesa. Seu cardápio é sazonal e limitado e muda algumas vezes por ano.

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Polka Restauracja

Świętojańska, 2
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Magda Gessler, uma das mais ativas restauranteurs de Varsóvia, ‘a chef e proprietária do Polka – um restaurante localizado no “old town” de Varsovia. No cardápio, você encontrará o melhor da culinária polonesa, trazida aos tempos modernos com uma abordagem leve, fresca e de inspiração francesa. Algumas das opções de dar água na boca incluem um saboroso quiche recheado com linguiça defumada, pimentões assados, tomates e queijo Gruyere, além de um clássico lombo de porco recheado com ameixas e servido com molho de alecrim. Delícia!

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U Fukiera

Rynek Starego Miasta, 27
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O restaurante mais famoso e antigo da cidade, remonta ao século XVI! Este lugar elegante tem um livro de visitas que fala por si mesmo; Naomi Campbell, Henry Kissinger e Sarah Ferguson são alguns dos nomes que se sentaram aqui. O interior mágico é uma obra de arte, repleta de pinturas e antiguidades, tudo combinado com os sabores e aromas da sua comida para criar um ambiente fantástico – é difícil não se sentir parte da história ao jantar aqui. Esta é uma verdadeira experiência gastronômica bem no coração do centro histórico de Varsóvia

Não deixe de ir ao banheiro, é incrível!

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Zielony Niedzwiedz

Smolna 4
Warszawa, Polónia
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Culinária simples e moderna. Menu enxuto de comida tradicional primorosamente preparados e apresentados.

Ambiente tranquilo no centro de Varsóvia, fechado com um pequeno jardim. Calmo e requintado. Boa seleção de vinhos e queijos.

O Que Fazer

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Castelo Real

O Castelo Real ou Zamek Królewsk foi sede do parlamento e também já foi residência oficial dos reis da Polônia. Dá pra visitar o seu interior (pago) ou apenas caminhar pelas áreas externas (grátis). Os grandes destaques ficam por conta do Hall de Mármore e a Sala do Trono, mas todas as salas são ricamente decoradas com obras de arte e objetos de valor.

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Catedral de St John the Baptist

Essa catedral é considerada uma das mais importantes da cidade, pois era onde aconteciam as coroações e enterros da monarquia do país.

Entre a catedral e o castelo real catedral existe um corredor, o Queen Anna’s Corridor, que foi construído especialmente para que os monarcas pudessem ir a missa sem transitar pela rua.

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Cidade Antiga

Stare Miasto, é o bairro mais antigo da cidade e onde estão as principais atrações e é uma área cheia de restaurantes e lojinhas legais. Basicamente o Centro Antigo de Varsóvia é formado pelo Castelo Real, Coluna do Rei Zygmunt, Praça do Mercado, Barbican e as igrejas de St Jonh e Holy Cross.

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Coluna de Sigismundo

Em frente ao Palácio Real fica a Coluna de Sigismundo ou Kolumna Zygmunta III Wazy, uma homenagem a um antigo rei, o Rei Zygmunt III Waza, que ficou conhecido por ter transferido a capital do país de Cracóvia para Varsóvia. Um fato curioso é que, durante os bombardeios sofridos por Varsóvia, a coluna e a estátua originais ficaram bem danificadas e tiveram que ser substituídas por uma réplica. A coluna original (quebrada e em pedaços) pode ser vista no pátio do castelo, já a estátua foi restaurada e colocada de volta ao seu local original.

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Estação Central de Trem

A poucos metros do Palácio Cultural está localizada a estação central da cidade (Warszawa Centralna), de onde partem trens diários para diversos destinos na Europa. A Estação Central de Trens é um dos mais importantes pontos de referência. Ali já se vê um moderno Shopping Center com um belo teto de vidro e do outro lado da rua um enorme edifício cinzento da era soviética e que hoje é o Palácio da Cultura. A cidade tem ruas largas e grandes quarteirões. Para ser percorrida a pé só com muita disposição e energia. Um eficiente metrô e linha de ônibus devem ser usados para encurtar as distâncias.

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Gueto de Varsóvia

O gueto judeu fica ao norte do centro da cidade. Parte do local, que abrigou 400 mil judeus durante a Segunda Guerra Mundial, foi completamente destruída. Há monumentos e memoriais que prestam homenagem aos mortos no Holocausto, especialmente aonde esta o museu Pawiak ou museu do gueto onde o Papa João Paulo II rezou em uma de suas visitas a Polônia sua terra natal.

 

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Museu do Levante de Varsóvia

Localizado no centro histórico da capital polonesa. Trata-se de um dos mais vivos testemunhos do que foi a resistência dos poloneses às invasões do exército alemão. Ali, o visitante pode descobrir como era viver, e lutar, na Varsóvia de agosto 1944, mês do início da resistência que marcou a destruição quase total da cidade e a capitulação final da Polônia. Dentro do museu há até um avião e armas da época. O museu é temático, pode se ouvir nele tiros, bombardeio e aviões, todo um arsenal da época conservado. O visitante pode descobrir como era viver, e lutar, na Varsóvia de agosto 1944, mês do início da resistência que marcou a destruição quase total da cidade e a capitulação final da Polônia. Os poloneses que comandaram o Levante de Varsóvia ainda viam um fio de esperança no fim dos túneis que cavaram e por onde percorriam os subsolos da capital.  A população judaica de Varsóvia já havia sido dizimada. A destruição, com a tomada dos bairros judeus e a criação do gueto, atingia a fase final. Foi então que os resistentes poloneses resolveram formar o Exército Clandestino Polaco (Armia Krajowa) e resistir com poucas armas, a maioria improvisada. Às 17 horas do dia 1º, a Operação Tempestade (Operation Burza) deu início à luta ingrata de soldados e civis (entre eles, muitas mulheres e crianças). As tropas polonesas resistiram às forças alemãs até 2 de outubro de 1944. Foram 63 dias de batalha. A Polônia perdeu 18 mil soldados – outros 25 mil ficaram feridos – e mais de 250 mil civis, a maioria morta em execuções em massa. Do lado alemão, 17 mil soldados morreram e 9 mil ficaram feridos. Quando tudo terminou, cerca de 85% de Varsóvia havia sido destruída – mesmo depois de vencer a batalha, as tropas alemãs incendiaram cada bairro da cidade.

Rua Grzybowska, 79

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Outras Informações

  1. As bombas destruíram por completo o Stare Miasto, a parte mais atrativa de Varsóvia. A partir dos fragmentos originais de muros, paredes e muralhas, se reconstruíram as casas de distintas cores rodeadas por muralhas, as torres das igrejas e o Castelo Real. O trabalho foi realizado de maneira tão fiel que a UNESCO incluiu o centro histórico de Varsóvia como Patrimônio da Humanidade.
  1. Na praça Rynek Starego Miasma encontra-se o Museu Historyczne Warszawa, em cujo elegante interior se expõe a história da cidade desde as suas origens (3ª-Domingo: 10.00/11.00-15.30/17.30) e a Catedral de Swietego Jana data do século XIV. Nela tiveram lugar as coroações dos reis e se jurou fidelidade à Constituição.
  1. A rua Swietojanska leva da Praça do Mercado a Plac Zamkowy, a Praça do Castelo, onde se encontra o Castelo Real ou Zamek Królewski. Completamente destruído na Segunda Guerra Mundial, a sua magnífica reconstrução levou mais de trinta anos (3ª-Sábado: 10.00-16.00, Domingo: 11.00-16.00).
  1. Na Praça do Castelo pode-se apreciar o monumento civil mais antigo de Varsóvia (1644) e o mais característico: a Coluna Zygmunta, levantada para comemorar o rei Segismundo III Vasa. Nesta praça começa a Rota Real, que leva aos parques de Lazienki e Wilanów. O caminho passa por palácios, igrejas, casas elegantes, edifícios governamentais e parques históricos.
  1. A Sul do Castelo está a igreja de Santa Ana (Kosciot sw. Anny), do século XV, que sobreviveu aos bombardeamentos. Pode-se subir à torre para obter uma vista da Cidade Velha e do rio (11.00-20.00).
  1. A rua Krakowskie Przedmiescie foi durante séculos o lugar favorito de passeio de varsovianos e turistas. Esta rua logo troca de nome, a Nowy Swiat, que vai até os parques barroco e neoclássico de Wilanów e Lazienki. No jardim de rosas de Lazienki ergue-se o monumento a Chopin, construído em 1926 em estilo art nouveau. O seu principal legado conserva-se no Museu de Chopin, que mostra até 4000 objetos pessoais do genial compositor (2ª, 5ª, 6ª: 10.00-17.00, 4ª: 12.00-18.00, Sábado-Domingo: 10.00-14.00).
  1. Aproximadamente 350000 judeus habitavam o gueto de Varsóvia em 1939, na área onde hoje esta o bairro de Muranów. A maioria deles foi enviado a campos de concentração nazi, onde mais de 100000 morreram. Hoje em dia, na cidade só habitam uns 2000 judeus. Restam alguns vestígios da herança cultural dos judeus como a Sinagoga Nozyk, que sobreviveu aos destroços da guerra, e o Cemitério Judeu (Domingo a 5ª: 10.00-16.00, 6ª: 9.00-13.00).
  1. O Monumento aos Heróis do Gueto, na união das ruas Anielewicza e Zamenhofa, homenageia os protagonistas do Levante de 1943. Ironias da vida, a pedra que recolhe as esculturas foi trazida por Hitler da Suécia para construir um arco da vitória. Perto encontra-se o Museu-Prisão Pawiak (4ª a Domingo: 10.00-16.00; grátis) que expõe cartas e objetos pessoais das vítimas.
  1. Outros sítios de interesse são Umschlagplatz, uma impactante escultura que marca o ponto onde os judeus polacos foram deportados para campos de concentração do Este. As ruínas dos muros do gueto podem ver-se na rua Sienna 55.
  1. O principal exemplo da arquitectura do realismo socialista é o Palácio da Cultura e da Ciência ou Palac Kultury i Nauki (9.00-20.00), na extensa praça de Defilad. No seu interior há mais de 3000 habitações, além de museus, teatros, oficinas, restaurantes e outros locais.Suba até o piso 12 e para ver um excelente panorama de Varsóvia.
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Palácio da Cultura e Ciência

Palac Kultury i Nauki é considerado o edifício mais alto da Polônia, tem 232 metros de altura, divididos em 42 andares. Foi um presente (de péssimo) gosto dado pela URSS ao país. A maioria das pessoas de gerações mais antigas não gostam desse edifício, pois ele é um símbolo dos soviéticos na cidade. É possível visitar, entre as atrações estão: deck de observação no 30º andar, tem duas estátuas, uma de Stalin segurando um livro de Karl Marx e uma outra de Vladimir Lenin. Além disso, pra quem se interessar, existe o Museu do Comunismo, que conta um pouco do período comunista vivido no país.

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Palácio Presidencial

Não é possível visitar o seu interior, mas a arquitetura do edifício já vale a pena. Além disso, bem em frente a entrada principal tem uma estátua equestre do Príncipe Józef Poniatowski, sem contar os guardas que fazem a segurança, que a cada pouco realizam uma mini-troca da guarda. Hoje em dia o palácio é a residência oficial do presidente da Polônia.