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Etiópia, uma Viagem Fora de Serie

A Etiopia nao é para qualquer um, já dizia nosso amigo Carlos, um profundo conhecedor do país por ter negócios por lá.
É preciso sair da zona de conforto para poder admirar o que o país tem de mais interessante e nao se importar com a falta de estrutura para o turismo se quiser apreciar a viagem.
A Etiopia é um destino para quem quer ser impactado física e emocionalmente e apesar de todo o desconforto que vai encontrar pelo caminho o viajante vai trazer, por outro lado, memórias incríveis  das igrejas escavadas de Lalibela, das paisagens espetaculares das montanhas Simien e Gheralta, do imenso Lago Tana, da depressão de Danakil, onde esta o deserto mais quente do mundo, das planícies do sul e do Vale do Omo, onde residem as tribos mais primitivas e fascinantes do mundo.
Um Pouco de Historia
  • O Império de Axum  (Etiópia é parte do Sudão e Iêmem) foi considerado um dos 4 grandes impérios da Antiguidade  junto com os impérios  Romano,  Persa e  Chinês.
  • Haile Selassie  foi imperador por 40 anos, descendente de Salomão e Sabá, era o Leão de Judá, o Leão do Sião, o “Negusa Negast” isto é, o Rei dos Reis segundo o livro Kebra Negast que conta a história da Dinastia Salomônica. Sua figura é lendária, controversa e fantástica. Tinha o título de Makonen Ras Tafari e mais tarde renomeado Haile Selassie . Bebendo nessa fonte e baseado em forte cunho político , por volta 1925 o “profeta” jamaicano Marcus Garvey fundou a religião dos Rastafaris com o Deus Jah (que é a grafia latina de Jeová) para resgatar o orgulho da raça negra. A figura de Selassié é adorada como uma reencarnação de Jah. O Rastafarianismo não é considerada uma autêntica religião africana, mas uma “criolizacao” do que estava acontecendo nas colônias da América Central.
  • A Arca de Moisés “verdadeira” está em Axum e teria sido trazida de Israel a pedido de Salomão por Menelik I quando foi conhecer o pai. Menelik seria filho de Salomão com a Rainha de Sabá. Salomão o reconheceu como filho e como estava em guerra, sendo atacado, pediu a Menelik para levar a Arca para lugar seguro e protegê-la. Desde então reza a tradição/lenda que a Arca da Aliança está na Etiópia, na Igreja de Santa Maria do Sião em Axum. Por isso a Etiópia tem tanta ligação com o Judaísmo. Israel nos anos 90 resgatou 130.000 judeus etíopes, mas ainda existem alguns e o cristianismo etíope tem muitas referências dos judaísmos assim como do Islamismo.
  • O cristianismo chegou na Etiópia por volta do sec IV graças a dois irmãos sírios cristãos. Um deles teve muita influência sobre o imperador que o fez tutor dos seus filhos que se converteram ao cristianismo. Quando um desses filhos subiu ao trono, enviou esse Sirio ao Egito onde foi nomeado Bispo Kopta e assim ele pode voltar a Etiópia e fundar e tornar-se o primeiro Patriarca da Igreja Ortodoxa Etíope e o Imperador declara o Cristianismo então, religião oficial ainda no sec IV.

Addis Abeba:

Onde Ficar:

  • O Sheraton é um oásis dentro do caos!

O Que Ver:

  •  Museu Arqueológico – visitamos a Lucy 115 milhões  de anos e o Selam (que é uma criança de uns 6 anos)  com 130 milhões.
  •  A Catedral – é pobre. Tem um belo lustre de Murano presente da Rainha Elizabeth II e os imponentes tronos do Selassié e sua mulher. Por detrás do Holly tem o HOLLY OF HOLLY, que toda igreja tem, onde só o padre entrar, e que contém uma cópia da Arca de Moisés.
  •  Mercatto – Caos! É imenso, lembrança do maior entreposto da África Setentrional desde o sec IV, hoje é um formigueiro humano, uma Serra Pelada de coisas a serem vendidas, trocadas, consertadas e recicladas. As mercadorias se amontoam pelos telhados e as ruas são labirintos apinhados de gentes. Perde-se o mercado no horizonte poluído da cidade. Uma Babel esparramada dentro da capital. Homens sentados diante de máquinas de costura fazem consertos e reparos. Os manequins são expostos pendurados pela cabeça como um bando de enforcados que balançam tristes com roupas sintéticas e coloridas. Muitos homens desocupados apenas encostados conversando

Bahir Dar :

O Que Ver:

  •  Às margens do imenso Lago Tana visitamos a lindíssima igreja de Bet Mariam (dedicada à Nossa Senhora) do sec VI , circular, com lindas pinturas feitas em tela de algodão  aplicadas sobre Adobe e com a Cruz no topo –  que depois veríamos se repetir , enfeitada com ovos de avestruz.

  • Do Lago Tana nasce o Nilo Azul que em Khartum junta-se ao Nilo Branco para formar o Rio Nilo.

 Simien Mountains:

  • Ficamos no Limalimo Lodge que foi o mais charmoso de toda a viagem com um terraço bárbaro e comida deliciosa

O Que Ver:

  •  Fizemos uma longa caminhada e desfrutamos de paisagens deslumbrantes guiadas por trackers armados de metralhadoras e rifles! Ali os milhares de baboos reinam absolutos
  • No dia seguinte em Gondar  visitamos o complexo de Castelos e Balneário de Fasilides do sec XVI que durante a guerra foram usados pelos italianos como QG e Arquivos e por isso foram bombardeados

Lalibella :

O Que Ver:

  • O ponto alto do ponto de vista do cristianismo Etiópe. No sec XI, num espaço de menos de 200 anos foram construídas 13 igrejas escavadas na pedra. Algumas Monolíticas (todos os lados destacados da pedra) outras semi-Monolíticas (algum/alguns lado é preso à pedra) e outras Cave-Churches (toda dentro de uma caverna). Ponto alto a incrivel igreja de São Jorge que visitamos no primeiro dia apenas por fora e no segundo dia, por dentro. Visitamos outras várias igrejas e também cave-church impressionante que tinha também um cemitério de múmias empilhadas… Visão meio macabra…

Gheralta

O Que Ver:

  •  Uma planície e uma parede majestosa. Acordamos de madrugada para o voo de balão. Foi uma experiência única, não só pelo lindo voo sobre a planície que despertava, mas principalmente pela nossa chegada. Era Sexta Feira Santa, os camponeses muito simples e religiosos nunca tinham visto um balão por ali e acharam que a cesta do balão era a Arca de Moisés que tinha saído da Igreja de São Miguel e que subia pelos ares por milagre. Quando descemos as pessoas vinham de toda parte correndo para ver a maravilha. Uns choravam outros apenas olhavam curiosos-espantados-encantados-tímidos.  O que seria aquilo? Cercaram o balão com reverência e curiosidade. Tinha acabado de viver um momento em que os mundos espirituais e terrenos pareciam se tocar, tinham “presenciado” o sobrenatural e agora lidavam com o enigma do desconhecido de outra ordem: o “lá fora imenso” , o mundo que eles desconhecem estava ali… Foi incrivelmente forte. As vacas corriam, os cães latiam, os jumentos se agitavam: naquelas bandas parece que tudo afeta todos – bichos e gentes, uns! Ficamos sabendo que o dono do balão que nos pedia o tempo para acenar friendly para as pessoas, temia que alguém atirasse no balão, por medo, já que muitos andam armados naquela região …
  • À tarde subimos o paredão de Gheralta para visitar as igrejas encrustradas nas rochas. Uma subida extenuante de 3 horas com guias locais mambembes. A força da fé que move os monges a construir capelas e igrejas em escarpas e grupas inacessíveis é um mistério. A vista é espetacular! Foi um dia inesquecível. A Sexta Feira da Paixão foi vivida com sacrifício, contemplação e superação e teve uma dose linda de encantamento com o episódio do balão.

Omo Valley:

Onde Ficar:

  • O Lale’s Camp foi nossa casa por 3 noites. Rústico mas confortável à margem do rio dirigido pelo próprio Lale, um homem de origem Kara muito simpático e com uma história fascinante.

O Que Ver:

  • O barulho da mata à noite era fantástico! Uma sinfonia de pássaros, grilos, macacos, sapos enchiam o ar de vida.
  • O Rio é enfestado de crocodilos e aves fazem ninhos gigantes nas árvores à margem
    Pássaro especial se destacou: o Northern Carmine Bee Eater
  • Visitamos no primeiro dia a tribo Hamar. Pastores nômades. Alguns homens portavam rifles o que causa certa estranheza.
    Eles são desconfiados e não sorriem muito, mas não são hostis ou desagradáveis. São sérios, curiosos e na deles. Vimos muitos com problemas nos olhos…
    As crianças ficam encantadas com os celulares e adoram ver suas fotos
    Tocam nossas roupas, medalhas, fivelas de cabelo, relógios. As “louras” fazem sucesso.
  • O cheiro nas vilas é muito forte. Às vezes até desagradável
    Eles gostam de apertar nossas mãos quando chegamos e isso é meio aflitivo
  • No segundo dia descemos o rio Omo por 2 horas para visitar os Mursis. Esses são mais ariscos e mal-humorados. São eles que fazem as escarificações e as mulheres usam os pratos labiais de argilas. As mulheres fazem muitas “tatuagens” como quelóides, em relevo. É bonito e primitivo. O corpo usado como espaço artístico, embora não deixem de ser mutilações para nossos padrões, especialmente os lábios. Tínhamos planos de dormir acampadas no acampamento Mursi mas por causa das chuvas o Lale achou mais prudente voltarmos para o Camp o que foi um alívio pois caiu a maior tempestade à noite. Teria sido punk dormir ali em barracas apertadas com banheiros improvisados fora das barracas! Thanks, God!

  • À tarde fomos visitar os Kara e assistir ao seu encontro semanal que é celebrado com muita dança, conversa e alegria. Os Kara são mais sociáveis e divertidos. Enfeitam-se lindamente com muitos colares e pintam os rostos com argila branca. Os cabelos são produzidos com barro vermelho e ficam com a aparência de feijão. Foi o contato mais festivo e alegre.
  • O último encontro foi com os Nyagatons. Os mais hostis e arredios. Pastores, já convivem com um contingente chinês de alguma construtora de infra-estrutura. Uma tragédia. Os homens já usam camisetas e já tem um jeito malicioso. As crianças são sempre as mais receptivas, mas mesmo assim, não há sorrisos fáceis…
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A Linda Cidade Azul no Marrocos

A surpreendente cidade de Chefchaouen fica escondidinha no meio das montanhas Rif no norte do Marrocos. A beleza da cidade é que ela é inteiramente pintada em tons de azul. Tudo mesmo. Casas, escadas, janelas e até o piso!

A cidade ganhou este tom através das mãos da comunidade judaica. O motivo da pintura é incerto, mas há algumas teorias: reproduzir a visão do paraíso ou por ser a cor que tingia os objetos sagrados no Velho Testamento, ou simplesmente pela cor ser capaz de espantar mosquitos

A cultura local de Chaouen,como é chamada pelos habitantes, é vista nas vestimentas, nas peças coloridas e nos bordados que permeiam as oficinas de artesãos, especializados em tecelagem, cestaria e cerâmica.

As construções azuladas se concentram principalmente no centro histórico da cidade. A dica aqui é caminhar sem rumo pela medina azul, um labirinto de infinitas vielas, escadarias e edifícios construídos com a fusão da arquitetura moura e espanhola.

A praça Uta al-Hamman é o ponto central da cidade, onde é possível encontrar cafés, lojas de presentes e restaurantes. Aqui, não deixe de provar o famoso chá de menta marroquino, é uma delícia!

Além da mesquista Yamma el Kebir, você também vai encontrar o Kasbah, um lugar repleto de história e arte. A vista da torre vai valer a subida, acredite!

Um Pouco de História 

Fundada em 1471, se tornou refúgio para judeus europeus que fugiam da Inquisição Espanhola no final do século XV e mantiveram uma presença significativa na área até meados do século XX, quando muitos se mudaram para o recém-fundado Estado de Israel. Durante séculos, Chefchaouen se fechou completamente a estrangeiros, acolhendo apenas peregrinos. Hoje, toda a região do Rif é considerada sagrada e é um famoso local de peregrinação onde estão enterrados antigos profetas locais.

Como Chegar

Para chegar a Chefchaouen o melhor é ir por Tânger, quase divisa com a Espanha, fica a 110 km.

Aliás, Tanger é um bom destino para se começar a viagem pelo Marrocos. Existem voos diários de varias cidade da Europa e a cidade merece 1 a 2 dias de visitação. De lá pegue um carro e vá ate a cidade de Tetouan onde a parada é obrigatória para se visitar sua linda medina. De Tetouan a Chefchaouen são apenas mais 64 km.

Onde Ficar

O melhor hotel da cidade, alias um ryad ou casa marroquina,  é o Lina Ryad & Spa, um hotel super charmoso de apenas poucos quartos bem no centro da medina. Como tudo na cidade é inteiramente pintado de azul e a decoracao interna segue nos mesmos tons. Note que por ser dentro da medina só se chega a pé até o hotel, então cuidado com a bagagem. Sugiro levar apenas uma mochila com o básico e uma troca de roupa pois 1 dia é mais que suficiente para se conhecer esta linda cidade.

www.linaryad.com

 

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Museu do Prado – Madrid

Uma curiosidade sobre o Museu do Prado e que muita gente desconhece é que a fundadora do museu era irmã de D. Pedro I.

Maria Isabel de Bragança era a irmã mais velha de D Pedro, filha de Carlota Joaquina e D. Joao VI. Maria Isabel e a família real fugiram para o Brasil em 1807 da invasão de Portugal pelas tropas de Napoleão. Em 1816 Maria Isabel voltou à Europa para se casar com o rei Fernando VII da Espanha. Foi rainha por apenas 2 anos pois morreu ao dar à luz ao seu terceiro filho, com apenas 21 anos.

Maria Isabel era amante das artes, deixou como legado o Museu do Prado, um dos mais importantes museus do mundo.

O museu possui um acervo com mais de 2 mil pinturas e milhares de esculturas, desenhos e peças de mobiliário. Uma visita ao museu exige ao menos 4 horas para ser apreciado como se deve. No site do museu há sugestões de roteiros de trajeto de acordo com o tempo disponível.

Não perca a obra mais conhecida de Velázquez, As Meninas, a grande responsável pelos mais de 3 milhões de visitantes anuais do museu.

Pintado em 1656 pelo espanhol Diego Velázquez, é aparentemente o retrato da infanta Margarita, filha do rei Felipe IV no salão do Palácio Alcázar em Madrid.

Este é o quadro mais estudado do mundo, segundo o site do Museu do Prado. “Mostra uma composição sensacional, complexa e enigmática com maestria admirável na utilização de perspectiva, utilização da luz e pela representação da atmosfera”diz o museu.

Uma parada para o almoço pode ser feita em um dos quiosques espalhados pelo museu ou no restaurante Café Prado que fica dentro do museu.

www.museodelprado.es

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Palácio dos Marqueses de Fronteira em Lisboa

O Palácio Fronteira em Lisboa está há 13 gerações na família dos Marqueses de Fronteira. Foi construído entre 1671 e 1672 como pavilhão de caça para João Mascarenhas, o 1.º Marquês de Fronteira.  Em 1755 o terramoto que atingiu Lisboa destruiu a casa que os marqueses possuíam na cidade e que servia como a residência principal da família. Eles então se mudaram  para o palácio que sofreu algumas reformas. Foi acrescentada uma nova ala, as varandas foram fechadas para ganhar espaço, os tetos brancos passaram a ser trabalhados em estuque.

Mas o que faz o Palácio dos Marqueses de Fronteira ser um “must see” em Lisboa é sobretudo a belíssima azulejaria que se destaca nas paredes do palácio. De todas as salas, a Sala das Batalhas, onde estão retratados 8 episódios das guerras da Restauração é uma das mais importantes. Foi graças à participação ativa de D. João Mascarenhas nas guerras com Espanha, que ele foi distinguido com o título de Marquês de Fronteira.

O Palácio de Fronteira abriu as suas portas por ação de Fernando Mascarenhas, 12.º marquês de Fronteira, falecido em 2014. Também conhecido como o “marquês vermelho” criou no final dos anos 80 a Fundação das Casas de Fronteira e Alorna (atual proprietária e que gere o palácio), abrindo o espaço a iniciativas culturais, científicas e educativas.

O Palácio abre de segunda à sábado e os horários variam de acordo com a época do ano. A visitação é permitida apenas com guias próprios do local.
Mais informações: http://www.fronteira-alorna.pt/

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Jeri é um daqueles lugares que TEM que conhecer!

Apesar de ser  um lugar um pouco complicado para se chegar, já que não existe voo direto, vale a pena o esforço. Se quiser fazer a Rota das Emoções ( que eu recomendo muitíssimo) e terminar a viagem em Jeri o ideal é contratar uma operadora local. Fizemos isso e foi ótimo!

A melhor época para viajar para Jericoacoara, ou simplesmente Jeri, é final de junho. Não é o período das chuvas, que vai de janeiro a maio e também não é mês das férias escolares. Agosto é o mês dos estrangeiros que lotam a região, e é quando tudo fica mais caro e em setembro as lagoas já estão secando.

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Jeri é uma delícia

Diferente da Bahia onde o axé e pagode tocam em todos os lugares e a todo o volume, em Jeri tudo é mais calmo. Nos hotéis a trilha sonora vai de bossa nova a jazz e isso dá um ar mais sofisticado ao local. As praias, mesmo na altíssima temporada são muito mais vazias e você vai encontrar ótimos restaurantes e alguns hotéis excelentes a um preço muito mais camarada.

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Fizemos dois passeios que recomendo em Jeri. O primeiro para a Lagoa Paraíso, que fica a cerca de 20 minutos de carro. Lá tem um Beach Club muito bem montado chamado Alchymist Beach Club. Grandes ombrelones de palha de carnaúba enfileirados na areia com mesas e cadeiras de madeira branca, lembram algumas praias de Mykonos, e espreguiçadeiras acolchoadas e bem confortáveis ficam alinhadas na beira da lagoa. O conjunto de 2 cadeiras + guarda sol sai por 70,00 o dia.

A lagoa é linda, um azul turquesa que parece o mar do Caribe e tem as famosas redes dentro d’água. Evite ir aos finais de semana, porque o lugar fica muito cheio. Para chegar lá, vá de buggie ou quadriciclo. É um ótimo local para passar o dia.

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Alchymist Beach Club

Outro lugar lindo perto de Jeri é a Praia do Prea. A dica é ir cedo, quando o vento está mais calmo. O lugar é ótimo para fazer kitesurf. Tem uma escola com instrutores na Pousada Rancho do Peixe. Aliás, passar o dia nessa pousada é um programão. Fomos cedo para aproveitar a praia e almoçamos por lá. Comemos um robalo na crosta de sal, carpaccio de peixe brancos e macaxeira frita, tudo dos deuses.

Hotel Rancho do Peixe

Imagine uma coisa chique, bem feita e de muuuito bom gosto, mas muito mesmo! A decoração é toda feita com materiais da região, almofadas de chita colorida, muita madeira e palha, além de lindos tapetes de um sisal trabalhado, que enfeitam todos os ambientes. O visual é meio agreste. No meio de toda aquela areia construíram os bangalôs sobre palafitas com cobertura de palha de carnaúba, muito lindo! Os bangalôs individuais são bem grandes e os banheiros um charme, com chuveiro a céu aberto. Lembrei dos lodges chiquérrimos que fiquei na Tanzânia.

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Amei essa viagem e quero voltar!

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O Melhor da Australia

Amei esse relato da Denise Nolato sobre a Australia e Nova Zelandia:

Austrália

“Minha irmã mora lá há 15 anos e tive a oportunidade de ir visitá-la por duas vezes. Ela mora em Brisbane e por isso acabei passando a maior parte dos dias lá.

O país tem muitos imigrantes e jovens, portanto é um daqueles lugares que você anda e vê pessoas de todas as nacionalidades, culturas e línguas. É também um lugar onde as pessoas procuram fazer muitas atividades ao ar livre e têm uma relação com a natureza como não vi em nenhum outro lugar que já fui. Eles não matam nenhum inseto ou animal. Nem mesmo as cobras… e tudo é feito para se aproveitar ao máximo a natureza.

Sydney me lembra muito o Rio, sol, praias, porto, centro histórico… além da tradicional visita à Opera House, Jardim Botânico (que fica ao lado), não deixe de ir na região The Rocks que é ao lado oposto ao jardim botânico e perto da Opera House. É uma região com barzinhos e restaurantes… muito legal. Eu não escalei a ponte Harbour Bridge, mas é possível fazê-lo caso seja do seu interesse.

No porto ao lado da Opera House você pode pegar barco para várias partes da cidade. Eu já fui de barco para Mainly Beach e também para Darling Harbour. Mainly Beach é uma praia super descolada, vale a pena conhecer. Darling Harbour é onde fica o aquário de Sydney e tem muitos restaurantes na orla. Eu me hospedei na casa de amigos em Sydney, mas se fosse ficar em hotel, ficaria em Darling Harbour.

Não deixe de visitar o Queen Victória Building, um shopping num prédio de estilo vitoriano, muito bonito.

O outro passeio fantástico em Sydney é fazer a trilha de Costal Walk, de Coogge Beach a Bondi. A praia de Bondi é a mais famosa e é aquela que tem uma piscina. Essa trilha tem em torno de 7 km e o visual é lindo.

No norte do estado de New South Walles (onde fica Sydney) fica Byron Bay que é um dos lugares mais legais que já fui. É a ponta mais oriental da Austrália, uma cidadezinha super alegre a animada. Lá nos hospedamos num B&B que é uma fazenda de macadâmias, chamado Byron Hinterland Retreat “Riverbend”. Eles estão no Facebook, procure por eles lá.

Quanto à costa leste do estado de Queensland, cuja capital é Brisbane, temos Gold Coast, aquela cidade famosa pelo surf (que me lembrou um pouco Miami) e acima de Brisbane a Sunshine Coast, uma costa com várias praias e lugares lindos. Saindo de Brisbane e no começo de Sunshine Coast, tem o zoológico do Steve Irving, aquele caçador de crocodilos que faleceu, mas hoje é administrado pela família. Lá tem aqueles shows com crocodilos. Eu não fui, mas dizem que é legal. Preferi ir em Lone Pine, um santuário de coalas na cidade de Brisbane mesmo.

Em Sunshine Coast tem uma praia incrível chamada Noosa onde fica uma reserva e você pode fazer trilha à beira mar também. Eu fiz em um dia: fomos de carro até Noosa e depois voltamos parando nas outras praias de volta a Brisbane.

Perto de Brisbane tem ainda Redcliffe que é a cidade dos Bee Gees e onde há um memorial bem legal em homenagem a eles.

Não tive tempo de ir a Melbourne (que minha irmã disse que é bonita e é um tipo de SP deles) e nem na Barreira de Corais.

Na primeira vez que fui, foi em março e o clima estava fantástico. Na casa dos 20 graus e muito sol. Na segunda vez, fui em abril e já peguei bastante chuva. Muita gente se engana com a Austrália achando que lá é quente como aqui, porém, nas áreas habitáveis, o clima é mais temperado e Sydney nesse ponto parece um pouco com Buenos Aires e Brisbane com Curitiba… ou seja, no inverno faz frio sim. E no auge do verão, faz muito calor.

Nova Zelandia

Na segunda vez que fui, passei pela NZ e fiquei 4 dias. A NZ é um destino muito diferente da Austrália. Na Austrália você vê muita riqueza em todos os lugares. A NZ é bem mais simples e é um turismo de aventura e mais “rural”, para quem quer apenas curtir a natureza.

Passei um dia e uma noite em Auckland e achei suficiente. Fiz o passeio do Hop on Hop off e desci nos pontos que mais me interessaram e o que vale realmente a pena é o museu e a torre.

Alugamos um carro e fomos para Rotorua, uma cidade que é uma graça. Fomos em Waimangu e jantamos no Te Puia para ver o show maori.  Vale a pena conhecer Rotorua.

De Rotorua fomos em Hobbiton, o set de filmagens dos filmes Hobbit e Senhor dos Anéis… o lugar é incrível… mágico.

Fomos também na península de Coromandel, nas praias de Cathedral Cove e Hot Waters.

Não tive tempo para ir na ilha sul, mas dizem que é ainda mais bonita.

Espero ter ajudado e te desejo uma ótima viagem!

Abraços e parabéns pelo grupo! Adoro!”

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10 museus imperdíveis em Nova York

Nova York é uma metrópole agitada e termos culturais  uma das mais completas do mundo. Tem uma variedade enorme de museus para dias e dias de exploração.  Confira essa lista dos museus mais importantes da cidade.

American Museum of Natural History

O Museu de História Natural fica localizado em Manhattan. É um dos maiores e mais famosos museus do mundo, com 25 prédios e 46 salas permanentes de exibição, além de laboratórios e uma biblioteca.

O acervo possui mais de 150 milhões de espécies, mas apenas poucas delas ficam disponíveis para visualização.

O museu contém salas totalmente dedicadas a meteoros, fósseis, minerais e vestígios da evolução biológica humana.

Valor: Adultos – 26,50 dólares/ Crianças – 16 dólares.

MoMA – Museum of Modern Art

O Museu de Arte Moderna foi criado nos anos 20 para desafiar o conservadorismo dos museus tradicionais. O museu agradou ao público e nos primeiros dez anos de existência mudou três vezes de lugar para ter maior capacidade.

O MoMa está localizado na região central de Manhattan, onde também já passou por uma reforma para duplicar sua área.

Com um acervo de arquiteturas, designs, desenhos, pinturas, esculturas, fotografias, livros e filmes, o museu é conhecido por ser o mais influente na área de arte moderna do mundo.

Valor: 5 dólares

The Jewish Museum

O Museu Judeu  é uma das maiores instituições voltadas à exploração da diversidade da cultura judaica. Foi fundado em 1904 em uma livraria e posteriormente mudou para uma mansão doada por Frieda Schiff Warboug. O museu apresenta exposições periódicas que combinam arte e história, com assuntos como “O caso Dreyfus: Arte, Verdade e Justiça”, ou “Jardins e Guetos, a Arte da vida de Judeus na Itália”.

Valor: Adultos -12 dólares / Idosos – 10 dólares / Estudantes – 7,50 dólares

Brooklyn Museum of Art

O Museu do Brooklyn foi fundado em 1897 e é um dos mais antigos dos Estados Unidos. Seu grande acervo inclui objetos do antigo Egito e famosas obras contemporâneas espalhados pelos mais de 50 000 m² de área.

Valor: Adultos – 10 dólares/ Idosos e estudantes – 6 dólares.

Noguchi Museum

O Museu Noguchi foi criado e projetado pelo escultor americano com descendência japonesa, que criou monumentos importantes como o Memorial aos mortos de Hiroshima e a Tumba de John Kennedy. É um prédio de dois andares com 13 galerias e um jardim anexado, com o objetivo de preservar as obras de Naguchi. São expostas esculturas, pinturas e fotografias. Super recomendamos este museu se você for à Nova York.

Valor: 10 dólares

*Na primeira sexta-feira do mês os visitantes pagam o valor que quiserem.

The Children Museum of Manhattan

O museu foi fundado em 1973 com o nome de GAME (Growth Through Art and Museum Education) e foi reformado nos anos 70 para superar a crise financeira da época com o nome de Manhattan Laboratory Museum. Em 1980, foi reaberto com o nome atual de Children Museum of Manhattan (C-MOM).  O museu possui quatro áreas para impactar as descobertas das crianças: educação precoce, criatividade, estilo de vida saudável e a descoberta das culturas do mundo. Um exemplo é uma boca gigantesca onde as crianças entram para aprender sobre o sistema digestivo.

Valor: 10 dólares.

MET – The Metropolitan Museum of Art

O Museu Metropolitano de Arte é um dos maiores e mais prestigiados se sua área. Fundado em 1870, seu rico acervo inclui mais de 2 milhões de obras, que contam a história de 5 mil anos de cultura no mundo, desde a pré-história até hoje.  No museu tem um “Instituto das Vestimentas” com uma coleção de mais de 8.000 peças de roupas.

Valor: Adultos – 20 dólares / Idosos – 15 dólares / Estudantes – 10 dólares / Crianças com menos de 12 anos não pagam.

The Bronx Museum of The Arts

Com foco no século XX e no período contemporâneo, o Museu de Arte de Bronx foi fundado em 1971 para servir à região. Em seu acervo permanente constam obras asiáticas, africanas e latino-americanas. O museu ainda contém obras de pessoas que se tornaram influência fundamental na cidade.

Valor: Adultos – 5 dólares / Estudantes e idosos – 3 dólares.

Museum of The City of New York

Para contar a história da cidade e da população, o Museu da Cidade de Nova York foi fundado em 1923. Em seu acervo constam desenhos, fotos, pinturas, vestimentas, objetos decorativos, brinquedos tradicionais, manuscritos e livros, peças de coleção da armada, da marinha e da polícia. Além disso, o museu apresenta uma coleção de fotografias de tudo que foi demolido para a construção das torres gêmeas, em homenagem ao acontecimento em 11 de setembro de 2001.

Valor: Adultos – 10 dólares / Idosos e estudantes – 6 dólares.

Whitney Museum of American Art

Fundado em 1931, o museu iniciou com um acervo de 700 objetos, a maioria da coleção pessoal de Gertrude Vanderbilt Whitney, quem fundou o museu. Atualmente, conta com mais de 12 mil esculturas, pinturas, desenhos, fotografias e instalações do século passado e continua em expansão.

É no museu que acontece a Bienal Whitney, onde exibem arte contemporânea americana de artistas menos famosos.

Valor: Adultos – 15 dólares / Idosos e estudantes – 10 dólares

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Golden Ring em Moscou

Uma viagem à Rússia não é completa se você não visitar o Golden Ring, como é conhecido o grupo de pequenas cidades medievais perto de Moscou. É importante ir com um guia, pois há muito o que ver e muita história para aprender!

Nossa viagem de 2 dias:

“Nós saímos pela manhã de Moscou em direção à Suzdal e no caminho paramos em Bogolyubovo, um pequeno vilarejo por onde passa a ferrovia trans siberiana. Lá visitamos a Igreja da Intercessão, uma pequena igreja isolada no meio de um campo com apenas uma cúpula. Pegue uma charrete para ir até a igreja, vale o passeio!

De lá seguimos para Vladmir. Vladmir foi capital da Rússia e há 8 séculos atrás era a cidade mais importante da região. Na Catedral da Assunção de 1158, foram coroados e enterrados todos os príncipes da época. A Catedral é uma beleza por fora e por dentro, toda decorada em ouro e pedras preciosas, e as paredes cobertas de afrescos.

No final do dia chegamos em Suzdal, uma simpática cidade de casinhas de madeira, as Izbas que são típicas da região e nos hospedamos no Hotel Hot Springs Suzdal, a melhor opção da cidade. O hotel é construído como se fosse uma grande Izba russa, super em ordem, mas não espere nada de muito bom nem da comida e nem do serviço!

Em Suzdal visitamos o Monastério de Santo Euthymius de 1352, onde assistimos uma performance do badalar dos sinos. Diferente de Vladmir onde as cúpulas são douradas e de Bogolyubovo onde são azuis, aqui as cúpulas são verdes. No interior do monastério  encontramos a maravilha da arte medieval russa.

Não perca o Convento Pokrovsky, fundado em 1364. Para lá os Czares mandavam as esposas que não lhes davam filhos homens, pois assim eles poderiam casar-se de novo. A prática era muito comum naquela época e as esposas ficavam trancadas no convento para o resto das suas vidas.

Ainda em Suzdal, vistamos o Kremlin e dentro dele a Catedral da Natividade de 1230, a mais bonita igreja de Suzdal. As cúpulas azuis têm estrelas douradas e por dentro são cobertas de afrescos. Os lustres são um espetáculo a parte. O Iconstasis, um painel composto por ícones de ouro um ao lado do outro, “é de cair o queixo”!

No caminho de volta a Moscou, paramos em Sergiev Posad. A cidade onde está o Trinty Lavra, Monastério de Santo Sergius, importante centro religioso para os russos e até hoje local de peregrinação. É um complexo de edifícios de várias épocas dentro de muros, como um Kremlin. Tem um convento e várias igrejas para se visitar. A Czarina Catarina, fazia todos os anos uma peregrinação a pé para o monastério.

Sergiev Posad é a cidade do Golden Ring mais próxima de Moscou, apenas 30km. Então, se não tiver tempo para ver as outras cidades, visite pelo menos esta, em um bate e volta de Moscou vale muito a pena!”

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A Inesquecível visita ao Museu do Holocausto

O Museu de Yad Vashem ou Museu do Holocausto, em Jerusalem, foi construído em memória aos milhares de judeus que morreram nos campos de concentração nazistas durante a II Guerra Mundial. Entre documentação e fotografias é ainda possível encontrar testemunhos de quem sobreviveu ao holocausto.

As primeiras salas do museu mostram  a ascensão do Reich na Alemanha e as várias formas de antissemitismo que existia, muito antes da subida de Hitler ao poder. Em seguida, estão fotos e depoimentos de como viviam os judeus na Europa antes da guerra. Mais adiante, a queda das principais sinagogas da Europa e a caçada aos judeus. Muitos documentos e objetos pessoais estão expostos em todas as salas, há também vídeos com depoimentos.

Conforme se segue pelo corredor, todas as faces do nazismo vão sendo mostradas; como funcionavam os campos de concentração, como os judeus eram transportados, como eram marcados para serem reconhecidos nas ruas, como eram as placas que tinham nas lojas indicando que pertenciam a judeus etc.

Os nazistas eram extremamente organizados, e por isso documentaram tudo muito bem. A réplica de uma rua do Gueto de Varsóvia é realmente muito impressionante. Ali, ainda no prédio principal, há uma sala com um painel em forma de cone (tronco de cone pra ser mais exato) pendurado no teto sobre um buraco no chão com água e pedras, com fotos e nomes de muitos que morreram no holocausto. Ao redor desta sala redonda, a parede é na verdade uma prateleira, com uma infinidade de livros contendo fichas com os nomes e dados de pessoas que morreram no Holocausto e foram identificadas.