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Museu do Prado – Madrid

Uma curiosidade sobre o Museu do Prado e que muita gente desconhece é que a fundadora do museu era irmã de D. Pedro I.

Maria Isabel de Bragança era  irmã mais velha de D Pedro, filha de Carlota Joaquina e D. Joao VI. Maria Isabel e a família real fugiram para o Brasil em 1807 durante a  invasão de Portugal pelas tropas de Napoleão. Em 1816 Maria Isabel voltou à Europa para se casar com o rei Fernando VII da Espanha. Foi rainha por apenas 2 anos pois morreu ao dar à luz ao seu segundo  filho, com apenas 21 anos.

Maria Isabel era amante das artes, deixou como legado o Museu do Prado, um dos mais importantes museus do mundo.  A pinacoteca abriu ao público em Novembro de 1819, sem a presença da sua fundadora que havia morrido 1 ano antes. Na inauguração, estavam expostas apenas 311 obras, provenientes de coleções reais e da nobreza, selecionadas pelo marquês de Santa Cruz e pelo pintor da corte, Vicente López. Hoje em dia o acervo do Museu do Prado engloba cerca de 8600 pinturas, mais de cinco mil desenhos, duas mil gravuras, setecentas esculturas e fragmentos escultóricos, cerca de mil moedas e medalhas e quase duas mil peças de artes decorativas.

Uma visita ao museu exige ao menos 4 horas para ser apreciado como se deve. No site do museu há sugestões de roteiros de trajeto de acordo com o tempo disponível.

Não perca a obra mais conhecida de Velásquez,  As Meninas, a grande responsável pelos mais de 3 milhões de visitantes anuais do museu.

Uma parada para o almoço pode ser feita em um dos quiosques  ou no restaurante Café Prado que ficam dentro do museu.

www.museodelprado.es

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Palácio dos Marqueses de Fronteira em Lisboa

O Palácio Fronteira, situado em Lisboa, foi construído entre 1671 e 1672, como pavilhão de caça para João Mascarenhas, 1.º Marquês de Fronteira. A propriedade está há 13 gerações na família dos Marqueses de Fronteira
O edifício foi construído inicialmente para ser uma casa de verão e servir como um pavilhão de caça. O palácio ficava à distância de três horas a cavalo do Chiado, onde se situava a residência principal da família. Em 1755 o terramoto que atingiu Lisboa destruiu essa casa e a família então mudou-se para o palácio que sofreu algumas alterações. Foi acrescentada uma nova ala, para acolher toda a família, as varandas foram fechadas para ganhar espaço, os tetos brancos passaram a ser trabalhados em estuque.

Mas é sobretudo a belíssima azulejaria que se destaca nas paredes do palácio que fazem essa visita um “must see” em Lisboa. De todas as salas, a Sala das Batalhas, onde estão retratados 8 episódios das guerras da Restauração é uma das mais importantes. Foi graças à participação ativa de D. João Mascarenhas nas guerras com Espanha, que ele foi distinguido com o título de Marquês de Fronteira.

O Palácio de Fronteira abriu as suas portas por ação de Fernando Mascarenhas, 12.º marquês de Fronteira, falecido em 2014. Também conhecido como o “marquês vermelho” criou no final dos anos 80 a Fundação das Casas de Fronteira e Alorna (atual proprietária e que gere o palácio), abrindo o espaço a iniciativas culturais, científicas e educativas.

O Palácio abre de segunda à sábado e os horários variam de acordo com a época do ano. A visitação é permitida apenas com guias próprios do local.
Mais informações: http://www.fronteira-alorna.pt/

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Jeri é um daqueles lugares que TEM que conhecer!

Fazia bastante tempo que eu queria  conhecer Jericoacoara e região. Apesar de ser  um lugar um pouco complicado para se chegar, já que não existe voo direto, vale a pena o esforço. Se quiser fazer a Rota das Emoções ( que eu recomendo muitíssimo) e terminar a viagem em Jeri o ideal é contratar uma operadora local. Fizemos isso e foi ótimo!

A melhor época para viajar para Jericoacoara, ou simplesmente Jeri, é final de junho. Não é o período das chuvas, que vai de janeiro a maio e também não é mês das férias escolares. Agosto é o mês dos estrangeiros que lotam a região, e é quando tudo fica mais caro e em setembro as lagoas já estão secando.

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Jeri é uma delícia

Diferente da Bahia onde o axé e pagode tocam em todos os lugares e a todo o volume, em Jeri tudo é mais calmo. Nos hotéis a trilha sonora vai de bossa nova a jazz e isso dá um ar mais sofisticado ao local. As praias, mesmo na altíssima temporada são muito mais vazias e você vai encontrar ótimos restaurantes e alguns hotéis excelentes a um preço muito mais camarada.

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Fizemos dois passeios que recomendo em Jeri. O primeiro para a Lagoa Paraíso, que fica a cerca de 20 minutos de carro. Lá tem um Beach Club muito bem montado chamado Alchymist Beach Club. Grandes ombrelones de palha de carnaúba enfileirados na areia com mesas e cadeiras de madeira branca, lembram algumas praias de Mykonos, e espreguiçadeiras acolchoadas e bem confortáveis ficam alinhadas na beira da lagoa. O conjunto de 2 cadeiras + guarda sol sai por 70,00 o dia.

A lagoa é linda, um azul turquesa que parece o mar do Caribe e tem as famosas redes dentro d’água. Evite ir aos finais de semana, porque o lugar fica muito cheio. Para chegar lá, vá de buggie ou quadriciclo. É um ótimo local para passar o dia.

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Alchymist Beach Club

Outro lugar lindo perto de Jeri é a Praia do Prea. A dica é ir cedo, quando o vento está mais calmo. O lugar é ótimo para fazer kitesurf. Tem uma escola com instrutores na Pousada Rancho do Peixe. Aliás, passar o dia nessa pousada é um programão. Fomos cedo para aproveitar a praia e almoçamos por lá. Comemos um robalo na crosta de sal, carpaccio de peixe brancos e macaxeira frita, tudo dos deuses.

Hotel Rancho do Peixe

Imagine uma coisa chique, bem feita e de muuuito bom gosto, mas muito mesmo! A decoração é toda feita com materiais da região, almofadas de chita colorida, muita madeira e palha, além de lindos tapetes de um sisal trabalhado, que enfeitam todos os ambientes. O visual é meio agreste. No meio de toda aquela areia construíram os bangalôs sobre palafitas com cobertura de palha de carnaúba, muito lindo! Os bangalôs individuais são bem grandes e os banheiros um charme, com chuveiro a céu aberto. Lembrei dos lodges chiquérrimos que fiquei na Tanzânia.

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Amei essa viagem e quero voltar!

AustraliaBlogPasseios

O Melhor da Australia

Amei esse relato da Denise Nolato sobre a Australia e Nova Zelandia:

Austrália

“Minha irmã mora lá há 15 anos e tive a oportunidade de ir visitá-la por duas vezes. Ela mora em Brisbane e por isso acabei passando a maior parte dos dias lá.

O país tem muitos imigrantes e jovens, portanto é um daqueles lugares que você anda e vê pessoas de todas as nacionalidades, culturas e línguas. É também um lugar onde as pessoas procuram fazer muitas atividades ao ar livre e têm uma relação com a natureza como não vi em nenhum outro lugar que já fui. Eles não matam nenhum inseto ou animal. Nem mesmo as cobras… e tudo é feito para se aproveitar ao máximo a natureza.

Sydney me lembra muito o Rio, sol, praias, porto, centro histórico… além da tradicional visita à Opera House, Jardim Botânico (que fica ao lado), não deixe de ir na região The Rocks que é ao lado oposto ao jardim botânico e perto da Opera House. É uma região com barzinhos e restaurantes… muito legal. Eu não escalei a ponte Harbour Bridge, mas é possível fazê-lo caso seja do seu interesse.

No porto ao lado da Opera House você pode pegar barco para várias partes da cidade. Eu já fui de barco para Mainly beach e também para Darling Harbour. Mainly Beach é uma praia super descolada, vale a pena conhecer. Darling Harbour é onde fica o aquário de Sydney e tem muitos restaurantes na orla. Eu me hospedei na casa de amigos em Sydney, mas se fosse ficar em hotel, ficaria em Darling Harbour.

O centro de Sydney é bonito e tem vários prédios antigos e bonitos também. Não deixe de visitar o Queen Victória Building, um shopping num prédio de estilo vitoriano e muito bonito.

O outro passeio fantástico em Sydney é fazer a trilha de Costal Walk, de Coogge Beach a Bondi. A praia de Bondi é a mais famosa e é aquela que tem uma piscina. Essa trilha tem em torno de 7 km e o visual é lindo. Recomendo fazer a trilha nesse sentido porque quando chegar cansada em Bondi, tem muitas opções de bares para tomar algo e descansar.

No norte do estado de New South Walles (onde fica Sydney) fica Byron Bay que é um dos lugares mais legais que já fui. É a ponta mais oriental da Austrália e tem um farol… uma cidadezinha super alegre a animada. Lá nos hospedamos num B&B que é uma fazenda de macadâmias, chamado Byron Hinterland Retreat “Riverbend”. Eles estão no Facebook, procure por eles lá.

Quanto à costa leste do estado de Queensland, cuja capital é Brisbane, temos Gold Coast, aquela cidade famosa pelo surf (que me lembrou um pouco Miami) e acima de Brisbane a Sunshine Coast, uma costa com várias praias e lugares lindos. Saindo de Brisbane e no começo de Sunshine Coast, tem o zoológico do Steve Irving, aquele caçador de crocodilos que faleceu, mas hoje é administrado pela família. Lá tem aqueles shows com crocodilos. Eu não fui, mas dizem que é legal. Preferi ir em Lone Pine, um santuário de coalas na cidade de Brisbane mesmo.

Em Sunshine Coast tem uma praia incrível chamada Noosa onde fica uma reserva e você pode fazer trilha à beira mar também. Eu fiz em um dia: fomos de carro até Noosa e depois voltamos parando nas outras praias de volta a Brisbane.

Perto de Brisbane tem ainda Redcliffe que é a cidade dos Bee Gees e onde há um memorial bem legal em homenagem a eles.

Não tive tempo de ir a Melbourne (que minha irmã disse que é bonita e é um tipo de SP deles) e nem na Barreira de Corais.

Na primeira vez que fui, foi em março e o clima estava fantástico. Na casa dos 20 graus e muito sol. Na segunda vez, fui em abril e já peguei bastante chuva. Muita gente se engana com a Austrália achando que lá é quente como aqui, porém, nas áreas habitáveis, o clima é mais temperado e Sydney nesse ponto parece um pouco com Buenos Aires e Brisbane com Curitiba… ou seja, no inverno faz frio sim. E no auge do verão, faz muito calor.

Nova Zelandia

Na segunda vez que fui, passei pela NZ e fiquei 4 dias. A NZ é um destino muito diferente da Austrália. Na Austrália você vê muita riqueza em todos os lugares. A NZ é bem mais simples e é um turismo de aventura e mais “rural”, para quem quer apenas curtir a natureza.

Passei um dia e uma noite em Auckland e achei suficiente. Fiz o passeio do Hop on Hop off e desci nos pontos que mais me interessaram e o que vale realmente a pena é o museu e a torre.

Alugamos um carro e fomos para Rotorua, uma cidade que é uma graça… lá tem várias opções de parques e reservas para conhecer. Fomos em Waimangu e jantamos no Te Puia para ver o show maori. Tem muitas vilas maori e shows. Vale a pena conhecer Rotorua. Só cuidado se for alugar carro porque além da mão inglesa, as estradas são estreitas e tem várias pontes onde passa um carro de cada vez e tem que prestar bastante atenção com a sinalização para saber quando é a sua preferência na ponte.

De Rotorua fomos em Hobbiton, o set de filmagens dos filmes Hobbit e Senhor dos Anéis… o lugar é incrível… mágico.

Fomos também na península de Coromandel, nas praias de Cathedral Cove e Hot Waters.

Não tive tempo para ir na ilha sul, mas dizem que é ainda mais bonita.

Espero ter ajudado e te desejo uma ótima viagem!

Abraços e parabéns pelo grupo! Adoro!”

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10 museus imperdíveis em Nova York

Nova York é uma metrópole muito agitada. Em termos culturais é uma das mais completas do mundo. Destaque para os museus, onde se pode de tudo. Confira essa lista de 10 museus imperdíveis em sua viagem à Nova York:

American Museum of Natural History

O Museu de História Natural fica localizado em Manhattan. É um dos maiores e mais famosos museus do mundo, com 25 prédios e 46 salas permanentes de exibição, além de laboratórios e uma biblioteca.

O acervo possui mais de 150 milhões de espécies, mas apenas poucas delas ficam disponíveis para visualização.

O museu contém salas totalmente dedicadas a meteoros, fósseis, minerais e vestígios da evolução biológica humana.

Valor: Adultos – 26,50 dólares/ Crianças – 16 dólares.

MoMA – Museum of Modern Art

O Museu de Arte Moderna foi criado nos anos 20 para desafiar o conservadorismo dos museus tradicionais. O museu agradou ao público e nos primeiros dez anos de existência mudou três vezes de lugar para ter maior capacidade.

O MoMa está localizado na região central de Manhattan, onde também já passou por uma reforma para duplicar sua área.

Com um acervo de arquiteturas, designs, desenhos, pinturas, esculturas, fotografias, livros e filmes, o museu é conhecido por ser o mais influente na área de arte moderna do mundo.

Valor: 5 dólares

The Jewish Museum

O Museu Judeu  é uma das maiores instituições voltadas à exploração da diversidade da cultura judaica. Foi fundado em 1904 em uma livraria e posteriormente mudou para uma mansão doada por Frieda Schiff Warboug. O museu apresenta exposições periódicas que combinam arte e história, com assuntos como “O caso Dreyfus: Arte, Verdade e Justiça”, ou “Jardins e Guetos, a Arte da vida de Judeus na Itália”.

Valor: Adultos -12 dólares / Idosos – 10 dólares / Estudantes – 7,50 dólares

Brooklyn Museum of Art

O Museu do Brooklyn foi fundado em 1897 e é um dos mais antigos dos Estados Unidos. Seu grande acervo inclui objetos do antigo Egito e famosas obras contemporâneas espalhados pelos mais de 50 000 m² de área.

Valor: Adultos – 10 dólares/ Idosos e estudantes – 6 dólares.

Noguchi Museum

O Museu Noguchi foi criado e projetado pelo escultor americano com descendência japonesa, que criou monumentos importantes como o Memorial aos mortos de Hiroshima e a Tumba de John Kennedy. É um prédio de dois andares com 13 galerias e um jardim anexado, com o objetivo de preservar as obras de Naguchi. São expostas esculturas, pinturas e fotografias. Super recomendamos este museu se você for à Nova York.

Valor: 10 dólares

*Na primeira sexta-feira do mês os visitantes pagam o valor que quiserem.

The Children Museum of Manhattan

O museu foi fundado em 1973 com o nome de GAME (Growth Through Art and Museum Education) e foi reformado nos anos 70 para superar a crise financeira da época com o nome de Manhattan Laboratory Museum. Em 1980, foi reaberto com o nome atual de Children Museum of Manhattan (C-MOM).  O museu possui quatro áreas para impactar as descobertas das crianças: educação precoce, criatividade, estilo de vida saudável e a descoberta das culturas do mundo. Um exemplo é uma boca gigantesca onde as crianças entram para aprender sobre o sistema digestivo.

Valor: 10 dólares.

MET – The Metropolitan Museum of Art

O Museu Metropolitano de Arte é um dos maiores e mais prestigiados se sua área. Fundado em 1870, seu rico acervo inclui mais de 2 milhões de obras, que contam a história de 5 mil anos de cultura no mundo, desde a pré-história até hoje.  No museu tem um “Instituto das Vestimentas” com uma coleção de mais de 8.000 peças de roupas.

Valor: Adultos – 20 dólares / Idosos – 15 dólares / Estudantes – 10 dólares / Crianças com menos de 12 anos não pagam.

The Bronx Museum of The Arts

Com foco no século XX e no período contemporâneo, o Museu de Arte de Bronx foi fundado em 1971 para servir à região. Em seu acervo permanente constam obras asiáticas, africanas e latino-americanas. O museu ainda contém obras de pessoas que se tornaram influência fundamental na cidade.

Valor: Adultos – 5 dólares / Estudantes e idosos – 3 dólares.

Museum of The City of New York

Para contar a história da cidade e da população, o Museu da Cidade de Nova York foi fundado em 1923. Em seu acervo constam desenhos, fotos, pinturas, vestimentas, objetos decorativos, brinquedos tradicionais, manuscritos e livros, peças de coleção da armada, da marinha e da polícia. Além disso, o museu apresenta uma coleção de fotografias de tudo que foi demolido para a construção das torres gêmeas, em homenagem ao acontecimento em 11 de setembro de 2001.

Valor: Adultos – 10 dólares / Idosos e estudantes – 6 dólares.

Whitney Museum of American Art

Fundado em 1931, o museu iniciou com um acervo de 700 objetos, a maioria da coleção pessoal de Gertrude Vanderbilt Whitney, quem fundou o museu. Atualmente, conta com mais de 12 mil esculturas, pinturas, desenhos, fotografias e instalações do século passado e continua em expansão.

É no museu que acontece a Bienal Whitney, onde exibem arte contemporânea americana de artistas menos famosos.

Valor: Adultos – 15 dólares / Idosos e estudantes – 10 dólares

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Golden Ring em Moscou

Uma viagem à Rússia não é completa se você não visitar as cidades do Golden Ring, como é conhecido o grupo de pequenas cidades medievais perto de Moscou.

É importante ir com um guia, pois há muito o que ver e visitar e muita história para contar! Mas dois dias são suficientes. Nós saímos pela manhã de Moscou em direção à Suzdal e no caminho paramos em Bogolyubovo, um pequeno vilarejo por onde passa a ferrovia trans siberiana. Lá visitamos a Igreja da Intercessão, uma pequena igreja isolada no meio de um campo com apenas uma cúpula. Pegue uma charrete para ir até a igreja, vale o passeio!

De lá seguimos para Vladmir. Vladmir foi capital da Rússia.há 8 séculos atrás era a cidade mais importante da região e na Catedral da Assunção de 1158, dentro do Kremlin de Vladmir, foram coroados e enterrados todos os príncipes da época. A Catedral é uma beleza por fora e por dentro, toda decorada em ouro e pedras preciosas, e as paredes cobertas de afrescos.

No final do dia chegamos em Suzdal, uma simpática cidade de casinhas de madeira, as Izbas que são típicas da região e nos hospedamos no Hotel Hot Springs Suzdal, a melhor opção da cidade. O hotel é simpático construído como se fosse uma grande Izba russa, super em ordem, mas não se pode esperar nada, nem da comida e nem do serviço!

Em Suzdal visitamos o Monastério de Santo Euthymius de 1352, onde assistimos uma performance do badalar dos sinos. Diferente de Vladmir onde as cúpulas são douradas e de Bogolyubovo onde são azuis, aqui as cúpulas são verdes, e no interior encontramos a maravilha da arte medieval russa.

Não perca o Convento Pokrovsky, fundado em 1364. Para lá os Czares mandavam as esposas que não lhes davam filhos homens, pois assim eles poderiam casar-se de novo. A prática era muito comum naquela época e as esposas ficavam trancadas no convento para o resto das suas vidas.

Ainda em Suzdal, vistamos o Kremlin e dentro dele a Catedral da Natividade de 1230, a mais bonita igreja de Suzdal. As cúpulas azuis têm estrelas douradas e por dentro são cobertas de afrescos. Os lustres são um espetáculo a parte. O Iconstasis, um painel composto por ícones de ouro um ao lado do outro, “é de cair o queixo”!

No caminho de volta a Moscou, paramos em Sergiev Posad. A cidade onde está o Trinty Lavra, Monastério de Santo Sergius, importante centro religioso para os russos e até hoje local de peregrinação. É um complexo de edifícios de várias épocas dentro de muros, como um Kremlin. Tem um convento e várias igrejas para se visitar. A Czarina Catarina, fazia todos os anos uma peregrinação a pé para o monastério.

Sergiev Posad é a cidade do Golden Ring mais próxima de Moscou, apenas 30km. Então, se não tiver tempo para ver as outras cidades, visite pelo menos esta, em um bate e volta de Moscou vale muito a pena!

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A Inesquecível visita ao Museu do Holocausto

O prédio do Museu do Holocausto ou Yad Vashem, projeto do arquiteto Moshe Safdie em Jerusalém, tem a forma de um prisma triangular imenso, feito em concreto. O objetivo do arquiteto foi projetar um prédio que lembrasse a cicatriz que esse episódio deixou na história do povo judeu.

Ao entrar no Yad Vashem, você se depara com o Jardim dos Justos de Todas as Nações, onde foram plantadas árvores homenageando cada um dos não judeus que arriscaram suas vidas em prol de salvar vidas de judeus. Ali estão as árvores que homenageiam Oskar e Emili Schindler, que tiveram sua história contada no filme “A Lista de Schindler”.

A exposição é montada em salas consecutivas e formam um imenso corredor que vai descendo por uma leve rampa. O caminho para baixo, passa uma sensação quase que inconsciente de depressão.

Você é obrigado a passar por todas as salas, não existe escolha. No começo  a ascensão do Reich na Alemanha e em seguida as várias formas de antissemitismo que existia, muito antes de Hitler. Em seguida, estão fotos e depoimentos de como viviam os judeus na Europa antes da guerra. Mais adiante, a queda das principais sinagogas da Europa e a caçada aos judeus. Muitos documentos e objetos pessoais estão expostos em todas as salas, há também vídeos com depoimentos.

Conforme se segue pelo corredor, todas as faces do nazismo vão sendo mostradas; como funcionavam os campos de concentração, como os judeus eram transportados, como eram marcados para serem reconhecidos nas ruas, como eram as placas que tinham nas lojas indicando que pertenciam a judeus etc.

Os nazistas eram extremamente organizados, e por isso documentaram tudo muito bem. A réplica de uma rua do Gueto de Varsóvia é realmente muito impressionante. Ali, ainda no prédio principal, há uma sala com um painel em forma de cone (tronco de cone pra ser mais exato) pendurado no teto sobre um buraco no chão com água e pedras, com fotos e nomes de muitos que morreram no holocausto. Ao redor desta sala redonda, a parede é na verdade uma prateleira, com uma infinidade de livros contendo fichas com os nomes e dados de pessoas que morreram no Holocausto e foram identificadas.

Na entrada do museu existem fichas para serem preenchidas por aqueles que perderam seus entes durante essa atrocidade. Ao sair do prédio da exposição, depois de percorrer toda a trajetória de sofrimento dos judeus no holocausto, você se vê de frente a um triângulo imenso, que é o prédio em si, vazado para que possa-se admirar a vista da cidade de Jerusalém. Um toque de ouro, uma luz, depois de tanta tragédia.

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Sala de Âmbar

O Palácio Catarina, ou Palácio de Tsarskoye Selo, está a 25km de São Petersburgo. Teve a sua construção iniciada em 1717 por Catarina I, a Grande para ser um palácio de verão dos Czares. Anos depois, em 1756 a Imperatriz Isabel aumentou o palácio com uma construção muito maior e mais deslumbrante e é lá que se encontra a Sala de Ambar.

A Sala de Ambar tem esse nome porque é uma sala do palácio que foi completamente revestida com painéis de trabalhados em âmbar, um presente do rei da Prússia.

Os painéis eram folheados a ouro e possuiam cerca de 6 toneladas de âmbar e outras pedras semi preciosas encrustadas neles. Estima-se que, em valores atuais valeriam 142 milhões de dólares. Além dos espelhos Venezianos e os enfeites de ouro, 565 velas delicadamente postas em candelabros na parede iluminavam o local. Tal visão fez a Sala de Âmbar ser cogitada para ser a 8ª Maravilha do Mundo.

Infelizmente a 2ª Guerra Mundial alterou o seu destino. Em junho de 1941, Hitler iniciou uma mega invasão  na União Soviética. A invasão resultou no saque de dezenas de milhares de tesouros, incluindo a maravilhosa Sala de Âmbar. Apesar de todo o esforço soviético em esconder o aposento com papel de parede, os nazistas descobriram o tesouro e o levaram para a Alemanha onde foi instalada no museu do Palácio de Königsberg. Em 1943  o diretor do museu recebeu ordens para desmontar a sala e encaixotá-la e levar para longe dali. No ano seguinte, o bombardeio dos aliados destruiu o palácio e toda a cidade de Königsberg  e nunca mais se soube do paradeiro da original Sala de Âmbar. Alguns dizem que ela ainda estava no palácio e foi bombardeada e incendiada com o mesmo. Outros dizem que os engradados foram enterrados em minas e que ainda serão encontrados. Há ainda aqueles que acreditam que os painéis estavam em um navio que  afundou em algum lugar da costa báltica. Inúmeras buscas foram realizadas sem nenhum resultado ou pista.

Em 1979 iniciou-se a reconstrução da Sala de Âmbar que terminou 25 anos – e 11 milhões de dólares – depois. Baseado em fotos antigas e com o uso das melhores técnicas, cada detalhe foi refeito, trazendo de volta a vida todo o luxo e riqueza que a sala representava em seus tempos áureos.

A atração pode ser admirada por visitantes no Palácio Catarina. Não são autorizadas fotos públicas, mas algumas fotos oficiais estão disponíveis na internet, porém só quem esteve lá dentro e viu de perto consegue entender tamanha riqueza que essa sala possuí.

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Lençóis Maranhenses, uma paisagem única no mundo

Essas férias resolvemos conhecer os Lençóis Maranhenses. Que Maravilha de viagem!

Não estava preparada para tanta beleza. Claro que já tinha visto muitas fotos, mas ao vivo é além da imaginação de lindo. Por mais que folhetos de viagem, vídeos ou documentários mostrem o que se vai encontrar nos Lençóis Maranhenses, nada diminui o impacto de estar ali no meio das lagoas e dunas. Não existe nada que possa ser comparado à essa paisagem. Ela é única no mundo, uma imensidão de areia que não tem fim!

Para ter uma noção, o Parque dos Lençóis Maranhenses tem 155 mil hectares, ou seja, o tamanho da cidade de São Paulo. As dunas e lagoas interdunares de água doce se estendem  por 90 000 dentro do Parque.  A faixa de dunas avança, a partir da costa, de 5 a 25 km em direção ao interior. Entre os meses de maio e agosto as lagoas estão cheias e a paisagem em plenitude. Em setembro, elas começam a secar.

O ponto de partida é Santo Amaro. A cidade tem acesso difícil, por estrada de areia. Uma vez lá, as lagoas mais selvagens e bonitas dos Lençóis – Gaivota e Betânia – fazem o esforço valer a pena. Se tiver fôlego, vale explorar o parque em uma caminhada (somente com guia) até o povoado de Queimada dos Britos.

Para se hospedar, a dica é o charmoso hotel Ciamat Camp do casal de italianos Fúlvia e Matteo. A pousada é linda e acolhedora embora simples e as pessoas muito atenciosas!  Fica localizada à beira do rio, que é lindo. A pousada serve jantar, uma mão na roda, já que  na cidade não há muitas opções de restaurantes.

Depois siga para Barreirinhas, onde o acesso ao Parque é feito por veículos conhecidos como ‘jardineiras’, caminhonetes adaptadas para levar passageiros na carroceria. Após uma rápida travessia de balsa – que leva seis veículos por vez – pelo Rio Preguiças, o caminho é por trilha, que passa pela paisagem de vargem, comparada por alguns turistas com a savana africana.

Com veículos mais novos, o trajeto de 12 km entre a sede de Barreirinhas até o parque é feito em 25 minutos. Já em caminhonetes mais antigas, o trecho pode ser percorrido em até 40 minutos, por um caminho mais longo. Dentro do parque, as caminhadas são acompanhadas por guias contratados. A melhor hospedagem em Barreirinhas é o Resort Porto Preguiças e é também o melhor lugar para fazer as refeições.

Um sobrevoo é programa obrigatório, nada como ver aquela imensidão de dunas e lagoas do alto. Quem observa esse cenário lá de cima, num voo de monomotor, percebe o mosaico formado pelas dunas de areia e água cor de esmeralda das lagoas. Um verdadeiro espetáculo!

Outro passeio que você pode incluir é o Passeio de Boia pelo Rio Formiga. A travessia dura uma hora e é recomendado besuntar-se de protetor solar (à prova d’água), pois quase não há sombra durante o trajeto.

A viagem de Barreirinhas até Atins, uma pequena vila com praia linda e dunas e lagoas de tirar o fôlego, é feita de ‘voadeira’, como são conhecidas as pequenas lanchas com capacidade para até 10 pessoas. Durante a viagem, a lancha pode atracar em alguns dos bancos de areia formados no meio do Rio Preguiças.

Antes de chegar a Atins a dica é a parada em Mandaracu para conhecer o Farol Preguiças. Também chamado de Farol de Mandacaru foi inaugurado em 1940 e pertence à Marinha do Brasil. Vale a pena subir os 160 degraus para ver a vista que ele oferece e tirar boas fotografias.

Atins é um antigo vilarejo de pescadores que está sendo apontado por muitos como uma “nova” Jericoacoara. Um povoado pequeno, mas cheio de encantos. A praia é linda com muitas pessoas praticando kitesurf ao lado de pescadores jogando a rede de pesca.

As ruas, todas de areia fofa compõem o clima rústico. Não há sinal de internet e telefone e não existe iluminação pública, somente as pousadas e residências têm energia elétrica. Atins é um lugar ideal para relaxar e se desligar da rotina. A melhor hospedagem é na Pousada La Ferme de Georges e também onde se come melhor. Para variar no jantar uma boa pedida é a Pizzaria Maresias que fica em um belo jardim e tem comida ótima.

O Maranhão é um estado pobre e a infraestrutura para receber turistas é um pouco precária. Não espere hotéis sofisticados como se encontra em Trancoso, Jeri ou Fernando de Noronha. A comida nos Lençóis Maranhenses também é muito simples, normalmente peixe ou camarão com feijão e arroz, mas nada disso diminui o encanto dessa viagem. O visual compensa e muito!