Lugares Incríveis

Nessas férias resolvemos conhecer os Lençóis Maranhenses, no Maranhão. Que maravilha de viagem!

O lugar é de uma beleza que não dá para explicar. Claro que eu já tinha visto muitas fotos de lá mas ao vivo é além da imaginação de lindo. Por mais que os folhetos de viagem, vídeos ou documentários mostrem o que se vai encontrar nada diminui o impacto de estar ali no meio das lagoas e dunas. A paisagem é incomparável, é única no mundo. Uma imensidão de areia que não tem fim!

Para se ter uma noção da dimensão: a área do parque é do tamanho da cidade de São Paulo, são 155 mil hectares. As dunas e lagoas  de água doce se estendem  por 90 mil hectares dentro do parque. A faixa de dunas avança a partir da costa em direção ao interior por distancias que variam de 5 a 25 km.

Entre os meses de maio e agosto as lagoas estão cheias e a paisagem em plenitude. Em setembro elas começam a secar e aí perde um pouco a graça. Então programe-se na temporada da cheia e vá conhecer esta maravilha que temos no Brasil.

Santo Amaro

O ponto de partida é Santo Amaro. A cidade tem acesso difícil por estrada de areia. Uma vez lá as lagoas mais selvagens e bonitas, Gaivota e Betânia, fazem o esforço valer a pena. Se tiver fôlego vale explorar o parque em uma caminhada (somente com guia) até o povoado de Queimada dos Britos.

Para se hospedar a dica é o charmoso Hotel Ciamat Camp do casal de italianos Fúlvia e Matteo. A pousada é linda e acolhedora (embora simples) e as pessoas muito atenciosas!  Fica localizada à beira do rio, que é lindo. A pousada serve jantar, uma mão na roda  já que na cidade não há muitas opções de restaurantes.

Barreirinhas

Depois siga para Barreirinhas onde o acesso ao Parque é feito por veículos conhecidos como ‘jardineiras’, caminhonetes adaptadas para levar passageiros na carroceria. Após uma rápida travessia de balsa – que leva seis veículos por vez  pelo Rio Preguiças, o caminho segue por uma trilha até as lagoas.

Com os veículos mais novos, o trajeto de 12 km entre a sede de Barreirinhas até o parque é feito em 25 minutos. Já em caminhonetes mais antigas o trecho pode ser percorrido em até 40 minutos.

A melhor hospedagem em Barreirinhas é o Resort Porto Preguiças e é também o melhor lugar para fazer as refeições.

Um sobrevoo é programa obrigatório. Nada como ver aquela imensidão de dunas e lagoas do alto. Quem observa esse cenário lá de cima num voo de monomotor percebe o mosaico formado pelas dunas de areia e água cor de esmeralda das lagoas. Um verdadeiro espetáculo!

Outro passeio que você pode incluir é o Passeio de Boia pelo Rio Formiga. A travessia dura uma hora e é recomendado besuntar-se de protetor solar (à prova d’água), pois quase não há sombra durante o trajeto.

Atins

A viagem de Barreirinhas até Atins, uma pequena vila com praia linda e dunas e lagoas de tirar o fôlego, é feita de ‘voadeira’, como são conhecidas as pequenas lanchas com capacidade para até 10 pessoas. Durante a viagem a lancha pode atracar em alguns dos bancos de areia formados no meio do Rio Preguiças.

Antes de chegar a Atins a dica é a parada em Mandaracu para conhecer o Farol Preguiças. Também chamado de Farol de Mandacaru foi inaugurado em 1940 e pertence à Marinha do Brasil. Vale a pena subir os 160 degraus para ver a vista que ele oferece e tirar boas fotografias.

Atins é um antigo vilarejo de pescadores que está sendo apontado por muitos como uma “nova” Jericoacoara. Um povoado pequeno mas cheio de encantos. A praia é linda com muitas pessoas praticando kitesurf ao lado de pescadores jogando a rede de pesca.

As ruas, todas de areia fofa, compõem o clima rústico. Não há sinal de internet e telefone e não existe iluminação pública. Somente as pousadas e residências têm energia elétrica. Atins é um lugar ideal para relaxar e se desligar da rotina. A melhor hospedagem é na Pousada La Ferme de Georges e também onde se come melhor. Para variar no jantar uma boa pedida é a Pizzaria Maresias que fica em um belo jardim e tem comida ótima.

O Maranhão é um estado pobre e a infraestrutura para receber turistas é um pouco precária. Não espere hotéis sofisticados como se encontra em Trancoso, Jeri ou Fernando de Noronha. A comida nos Lençóis Maranhenses também é muito simples, normalmente peixe ou camarão com feijão e arroz, mas nada disso diminui o encanto dessa viagem. O visual compensa e muito!

Um grandioso e raro espetáculo da natureza está em cena no Rio de Janeiro. Trata-se da floração das palmeiras Corypha Umbraculifera no Aterro do Flamengo.

Essa palmeira foi trazida do Sri Lanka por Roberto Burle Marx, autor do projeto paisagístico do parque. A florada acontece  uma única vez  cerca de cinquenta anos depois de plantada. Os cachos que se formam no topo da palmeira contêm aproximadamente 1 milhão de minúsculas flores,   8 metros de diâmetro e 4 metros de altura. Nos dois anos que separam essa explosão de flores até a sua morte a palmeira produz uma tonelada de sementes para garantir a sobrevivência da espécie que leva tanto tempo para se reproduzir.

Quem tiver oportunidade corra para ver essa beleza!

A cidade de Goiás Velho parece uma daquelas cidadezinhas de novela de época do interior brasileiro. Ruas de pedra e casas de pau a pique, igrejas pintadas de branco e azul, carroças passando, pessoas tomando a “fresca” na praça montam o cenário. Goiás Velha conserva mais de 90% da arquitetura barroca colonial do séc. XVIII e por isso pertence ao Patrimônio Histórico e Cultural da UNESCO.

Foi o bandeirante Bartolomeu Bueno da Silva que fundou a cidade em 1736 durante a corrida do ouro. Naquela época a cidade foi denominada Arraial de Santa Anna. Além da paisagem magnifica a beira da Serra Dourada e da arquitetura preservada Goiás Velho é palco de muitas festas religiosas, tem boa gastronomia, museus e casas centenárias. Tudo isso faz dela um destino ideal para fugir da rotina frenética das grandes cidades.

A Igreja do Rosário se destaca na praça onde aos fins e semana acontece uma simpática feira de artesanato. O museu mais popular da cidade é o Museu Casa de Cora Coralina. Na casa que fica às margens do rio Vermelho viveu uma das mais importantes poetisas do Brasil, Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas, a Cora Coralina.

Não perca também o Espaço Cultural Goiandira de Couto onde é possível ver as pinturas com areias em mais de 500 tonalidades. Outra dica imperdível é visitar o Palácio Conde dos Arcos, a primeira sede do governo de Goiás construída em 1751. A casa com amis de 30 cômodos em estilo português é hoje um museu com belíssimo acervo mobiliário e peças antigas.

Restaurantes que servem a ótima comida regional estão  ao redor da Praça do Coreto, no Centro Histórico. Lá também existe uma ótima pizzaria, a Ouro Fino, bares e lojinhas e docerias.

A presença da igreja católica é forte e se vê nas inúmeras paroquias, na arte sacra das igrejas e nos eventos religiosos como a conhecida Procissão do Fogaréu. Essa tradicional procissão acontece desde 1745 e marca o inicio da Semana Santa reunindo mais de 20 mil pessoas.

A concentração se dá em frente da Igreja Nossa Senhora da Boa Morte onde 40 farrirocos partem em procissão carregando tochas de fogo até a igreja de São Francisco.

Para se hospedar com conforto o Hotel Fazenda ManduZanzan é uma boa pedida. Tem ótima estrutura de lazer e o restaurante oferece uma das melhores cozinhas de Goiás, tudo feito no fogão a lenha.

                  Outra possibilidade é ficar na Pousada do Ipê no Centro Histórico é uma boa pedida. 

Para quem gosta de natureza, trekking e banhos de cachoeira não perca o Santuário Ecológico Poço do Sucuri e o Parque Cachoeira das Andorinhas.