Museus, Palácios e Igrejas

Washington D.C., a capital dos Estados Unidos, é uma cidade onde há tantos museus e monumentos que 1 semana pode ser pouco para se ver tudo o que há por lá.

Com as 4 estações do ano bem definidas, cada uma delas trará uma experiência de viagem diferente.

A mais aguardada das estações é a primavera. A florada das cerejeiras torna Washington ainda mais bela. O Cherry Blossom Festival atrai multidões para a beira da Tidal Basin, a enseada artificial vizinha ao National Mall em um verdadeiro espetáculo da natureza.

No verão a cidade ganha diversas atrações e festivais ao ar livre. É comum esbarrar em apresentações musicais, como o Jazz on the Garden, no Jardim de Esculturas da National Gallery of Art, praticar stand up paddle e canoagem no Waterfront Park e fazer picnics nos diversos parques da cidade.

O outono é a estação mais tranquila e romântica. Os tons de ocre tomam contam da folhagem e o clima agradável convida a longos passeios ao ar livre. As  avenidas e ruas bem arborizadas são um convite a caminhadas e passeios de bike.

No inverno, apesar das baixas temperaturas, a neve traz lindas paisagens para a cidade. A capital fica toda iluminada e a árvore de Natal da Casa Branca vira atração à parte.

Para ter uma ideia geral da cidade você poderá escolher um passeio de trolley ou de ônibus double deck que circulam pelos principiais pontos turísticos.

No National Mall estão localizados os principais museus que compõem o Instituto Smithsonian e também a National Gallery of Art, único museu do National Mall a não fazer parte do complexo Smithsonian.

National Air and Space Museum

Queridinho entre os turistas que visitam Washington DC, o National Air and Space Museum é um dos passeios imperdíveis na cidade. O museu oferece aos frequentadores o maior acervo de aeronaves e naves espaciais do mundo. Todos os espaços são preenchidos com os mais diferentes tipos de aviões, foguetes, satélites e inúmeras outras atrações, incluindo um planetário. Entre os objetos mais badalados está o primeiro avião construído pelos irmãos Wright, em 1903, o “Wright Flyer, e um pedaço de rocha lunar que os visitantes podem tocar.

National Gallery of Art

Com acervo e arquitetura impressionantes, a National Gallery of Art é visita obrigatória para os amantes das artes. No prédio principal, construído em 1941 no estilo neoclássico, o visitante terá a oportunidade de ver trabalhos que datam desde o século XIII até os dias de hoje, obras de Da Vinci, El Greco, Goya, Manet e Monet. Também conta com um jardim de esculturas bem legal.

National Museum of African Art

Entre os vários museus temáticos encontrados em Washington DC, não poderia faltar um, especialmente sobre a arte africana. Com o maior acervo aberto dos EUA dedicado à arte daquele continente, o National Museum of African Art é surpreendente. As peças em exposição retratam a cultura de várias regiões da Africa. Inaugurado em 2016 num prédio supermoderno, tem mostras sobre escravidão, segregação racial e também de ídolos negros da cultura pop além de um espaço dedicado ao ex-presidente Barack Obama.

National Museum of American History

De maneira divertida e interativa, este museu apresenta os principais fatos da história dos EUA. Os temas são variados e o museu trata de questões sociais, culturais, militares e políticas. O acervo é bem inusitado, uma egotrip americana de referências pop locais com relíquias presidenciais, bandeiras, ícones importantes da indústria e do cinema, e até uma área dedicada às primeiras damas, com alguns vestidos expostos.

Interessante a área que conta a história da alimentação no país. É bem informativa e, ao mesmo tempo, divertida. Você verá uma réplica bem bacana da cozinha da Julia Child, uma das mais icônicas apresentadoras de programas culinários da TV americana e mundial

National Museum of Natural History 

Fundado em 1910, esse museu está entre os preferidos dos turistas que visitam a capital americana. A popularidade do museu pode ser explicada pelo incrível acervo de mais de 125 milhões de espécies de plantas, animais, fósseis, minerais, rochas, meteoritos e objetos culturais humanos. Em três concorridos pavimentos estão mostras dedicadas às descobertas paleontológicas, o hall dos dinossauros, a sala Sant Ocean, com animais marinhos em tamanho natural, como uma baleia e uma lula-gigante; a exposição do diamante Hope e a exposição sobre a origem e evolução do homem.

Não deixe de checar a programação das mostras temporárias, sempre muito interessantes, com temas como fotografia da natureza, palestras e seminários.

National Museum of American Indian

A população nativa dos EUA é homenageada neste museu que apresenta no acervo um pouco da cultura dos povos indígenas. O conteúdo abrange populações de toda a América e inclui desde o período pré-colombiano até peças da Amazônia.

A arquitetura do prédio, bem diferente do estilo neoclássico que predomina no National Mall, é atração à parte. Outro motivo que leva muitos visitantes até lá é a excelente fama do restaurante Mitsitam Native Foods Café. Com pratos típicos de diversas regiões das Américas, ele se destaca no National Mall como a melhor opção de alimentação entre os museus. Vale ir até lá pelo acervo e, especialmente, pela maravilhosa comida.

Holocaust Memorial Museum

De maneira sensível e ao mesmo forte e contundente, o museu mostra os horrores sofridos por judeus e outras minorias durante o período do Holocausto.  Na entrada comumente tem um sobrevivente dos campos de concentração contando a sua história.

Freer Gallery of Art 

Inaugurada para o público em 1923, a Freer Gallery foi o primeiro museu de arte do complexo Smithsonian. O acervo, especialmente dedicado à arte asiática, inclui esculturas de pedra e objetos de madeira egípcios, cerâmicas, pinturas, porcelanas chinesas, manuscritos persas e esculturas budistas.

Sculpture Garden 

O jardim disputa atenção com o extenso gramado do National Mall. Anexo da National Gallery of Art, o Sculpture Garden é uma galeria a céu aberto abriga esculturas de artistas como Miró, Calder, Roy Lichtenstein e Chagall.

Smithsonian Institution

Um dos mais belos prédios do National Mall, o Smithsonian Institution, também conhecido com “O Castelo”, é a sede do maior complexo de museus do mundo. No interior não há exposições relevantes.

National Geographic Museum

Se ainda tiver energia pra mais um museu, vale checar o site pra ver a exposição que está rolando no momento. Ele fica no prédio da fundação da revista, que por mais de um século financia exploradores ao redor do mundo em projetos sociais e ambientais. Bem legal para amantes de fotografia.

Capitólio

No centro de visitantes do Capitólio pegue a sua senha para o tour pelo Senado e a Câmara. A visita guiada leva até a antiga sala da Corte Suprema, de 1860, conta fatos curiosos e mostra pinturas e bustos que fazem você identificar aquele pessoal estampado nas notas de dólar. Do Capitólio um túnel leva até a Biblioteca do Congresso e sua incrível coleção de mais de 150 milhões de itens entre livros, partituras, manuscritos. Essa é nada menos do que a maior biblioteca do mundo. O edifício é lindo adornado com colunas e escadarias de mármore e vitrais no teto.

Lincoln Memorial

No grandioso memorial construído em mármore branco e guardado por 36 colunas romanas está o 16° presidente americano, Abrahan Lincoln. A imponente estátua, com quase seis metros de altura e pesando 175 toneladas, atrai visitantes de todo o mundo. Fica no extremo oeste do Constitution Gardens, junto ao National Mall.

Thomas Jefferson Memorial

O memorial em estilo neoclássico fica à beira da Tidal Basin ao longo do West Potomac Park. Um dos mais agradáveis passeios na cidade de Washington especialmente se estiver na florada das cerejeiras.

Washington Monument

O obelisco com 170 metros de altura, o maior do mundo, foi construído para homenagear o primeiro presidente dos EUA, George Washington.

Casa Branca

Também passeio obrigatório na cidade. Visitar o interior é tarefa difícil, porém é possível. Para fazer um tour pelo interior da Casa Branca você precisa agendar por meio de um requerimento com no mínimo 21 dias e até 6 meses de antecedência na embaixada brasileira em Washington D.C. Com menos trampo é possível conhecer o centro de visitantes gratuito, um museu e ver um filminho com informações sobre os presidentes dos EUA. Outra ideia é fazer o tour pelos jardins da Casa Branca aos sábados e domingos e vê-la de fora – os tickets são distribuídos por ordem de chegada a partir das 8h30.

Washington National Cathedral

No ponto mais alto de Washington DC está a National Cathedral. Construída em 1907, com 30 andares de altura, a imponente catedral em estilo gótico chama atenção pelos detalhes. O passeio começa ainda no caminho. A catedral está localizada em uma das mais belas vizinhanças da cidade.

Union Station

Inaugurada em 1908, esta estação ferroviária neoclássica é conhecida por sua linda arquitetura e também pelas lojas e restaurantes descolados. São mais de 10 opções de restaurantes, de comida italiana a indiana, além de mais de 30 lojas de fast food. É uma boa pedida para a hora do almoço, lanche ou mesmo um jantar mais formal.

No Natal eles montam várias árvores e trens de brinquedo e oferecem uma programação especial de música. Bem bacana.

Bairros

Georgetown

Perfeita mistura entre o moderno e o histórico, Georgetown distribui charme em ruas de paralelepípedos, casinhas de tijolos e postes floridos. O bairro, fundado em 1751, é anterior à cidade de Washington. Até hoje o lugar guarda um quê de antigamente que atrai os turistas.

A principal do bairro é a M Street, onde estão alguns restaurantes e lojas bacanas.

Downtown

Para quem vai conhecer Washington pela primeira vez, hospedar-se no bairro de Downtown é a melhor opção. Bem próximo do National Mall e da Casa Branca, você conseguirá conhecer diversos pontos turísticos a pé, além de ter uma ótima estrutura de restaurantes e bares. Próximo daqui você tem a Chinatown, uma área interessante para conhecer, mas bem diferente da de Nova York.

Dupont Circle

Considerado o point alternativo da cidade, o bairro é bem movimentado e repleto de escritórios, bares, restaurantes e baladas. Para chegar até aos museus será preciso usar o metrô, mas o transporte é fácil. O centro do bairro é marcado pela praça que funciona como rotatória e encontro de várias ruas. Toda rodeada por bancos de madeira e gramado verde, a praça recebe artistas de rua,

Old Town Alexandria

A cidade histórica à beira do Potomac River é encantadora. Os prédios que datam dos séculos XVIII e XIX compõem um lindo cenário com as paredes vermelhas de tijolos aparentes. Assim como Georgetown, oferece ótimas opções para quem busca refeições deliciosas e lojinhas diferentes, tudo em um clima muito aconchegante.

Penn Quarter 

Penn Quarter é o nome não oficial da região localizada entre a Pennsylvânia Av. e a Mount Vernon Square. Colada à Casa Branca e vizinha ao National Mall, a área é um grande polo gastronômico e de entretenimento da cidade de Washington.

14th e U Street

Essas duas ruas ao norte da National Mall são carregadas com os melhores bares da cidade, casas de show, restaurantes étnicos, grafites e brechós.

The National Harbour

Washington não foge à regra das cidades americanas banhadas por rio ou mar e também tem um famoso píer. À beira do Potomac River, o National Harbor ajuda a seguir a tradição. São mais de 80 opções entre restaurantes e lojas que funcionam em um grande espaço ao ar livre.

 Compras     

 A cidade oferece excelentes opções de outlets e shoppings. Os mais procurados, pela facilidade de acesso e variedade de lojas são o Potomac Mills o e o recém inaugurado Tanger Outlet, pertinho do National Harbour, E se você quiser ir além, poderá visitar outros quatro outlets nos arredores da cidade.

Eastern Market

Desde 1879, no distrito histórico de Capitol Hill, este mercado vai muito além de um ponto de venda local. Entre frutas frescas, receitas caseiras de tradicionais tortas, carnes de produtores locais, queijos de todo o mundo e comidinhas típicas, o Eastern Market recebe turistas e moradores em busca de sabores e cultura.

Fashion Center

A proximidade com o centro de Washington torna o Fashion Center uma das melhores opções para quem quer fazer compras na cidade. A poucos minutos do National Mall, na cidade de Arlington e vizinho ao Pentágono, o shopping pode ser acessado de metrô.

Leesburg Premium Outlets 

Integrante da famosa rede Premium Outlets, o Leesburg oferece 110 marcas entre vestuário, calçados, cosméticos, bolsas e artigos para a casa. Apesar do número de lojas não impressionar à primeira vista, o outlet oferece muitas das marcas mais procuradas entre os brasileiros: Adidas, American Eagle, Ann Taylor, Banana Republic entre outras.

Potomac Mills

Um dos destinos mais populares para quem procura pechinchas é o Potomac Mills. Localizado a 40km da Union Station, esse shopping alia grandes lojas âncoras a muitas marcas populares entre os brasileiros.

Tanger Outlets

O mais novo outlet da região foi inaugurado no final de 2013 e é um dos melhores pontos para compras na cidade. Apesar do número de marcas não ser tão alto – são 85 no total – a qualidade é das melhores. Você encontrará lá marcas como: Tommy Hilfiger, H&M, Calvin Klein, IZOD, Nike, Gap, Tumi entre outras.

Tysons Corner Center

Maior shopping na região de Washington, DC, o Tysons Corner Center é um paraíso para os amantes das compras. São mais de 300 lojas, em um espaço de 185 mil m², capazes de estourar muito cartão de crédito. Para tornar esse centro comercial ainda mais atraente, ele tem uma estação de metro ao lado.

Moscou, a capital da Rússia, é uma cidade vibrante de cerca de 12 milhões de habitantes. Para conhecer tudo com calma são necessários pelo menos 5 dias porque além de todos os monumentos, museus incríveis e muita história a cidade tem uma vida noturna animada e ótimos restaurantes. Aqui estão as principais atrações do que deve ser visitado.

Kremlin 

É a denominação que se dá a um complexo fortificado encontrado nas principais cidades russas. A palavra é frequentemente utilizada em referência ao mais conhecido deles, o Kremilin de Moscou.

O Kremlin de Moscou fica no coração da cidade, ocupando uma área imensa em forma de triângulo: de um lado a Praça Vermelha, do outro o Parque Alexandre e o Rio Moskva.

Pelo lado de fora o Kremlin está cercado com imensa e linda muralha vermelha construída por Ivan, o Grande e que tem nada menos do que 20 torres. A mais famosa delas é a Torre do Salvador.

A Praça das Catedrais é definitivamente o lugar mais importante do complexo.  Ali ficam a Catedral da Assunção, a Catedral do Arcanjo São Miguel, construída entre 1505 e 1508 e onde estão enterrados vários príncipes e czares incluindo Ivan, o Terrível e a Catedral da Anunciação, uma das mais belas com nove cúpulas douradas em forma de cebola. Além destas, encontram-se ainda o Palácio das Facetas, a Igreja da Deposição das Vestes e a Igreja dos Doze Apóstolos.

Catedral da Anunciação

Catedral do Arcanjo São Miguel 

Também no Kremlin está a Armaria, onde estão expostas armas, peças de joalharia, insígnias reais (incluindo o famoso Gorro dos Monarcas) e peças exclusivas de artesanato em ouro e prata datadas do século XIII ao século XIX. No mesmo edifício está a exposição estatal permanente do Fundo dos Diamantes com peças particularmente valiosas de joalharia, relíquias dos czares e raras pedras preciosas.

Praça Vermelha

 A Praça Vermelha é um ícone da cidade, um dos primeiros lugares a ser visitado em Moscou. Abriga construções importantes como a Catedral de São Basílio, o mausoléu de Lênin, os túmulos de heróis soviéticos e o shopping GUM.

Catedral de São Basilio

Museu Pushkin de Belas Artes

É o segundo museu mais importante da Rússia, depois do Hermitage de São Petersburgo. Trata-se de um complexo arquitetônico de seis edifícios onde estão expostas mais de 500 mil obras de arte que vão desde a Antiguidade até os dias atuais.

Reúne múmias egípcias, sarcófagos, vasos romanos, esculturas gregas, manuscritos medievais e pinturas correspondentes ao período que vai do século XVI ao XX e assinadas por artistas como Botticelli, Monet, Rembrandt, Renoir, Picasso, Van Gogh e Matisse.

Galeria Estatal Tretyakov

Este museu é o maior repositório de arte russa do mundo. Em 1856, o colecionador Peter Tretyakov começou uma coleção pessoal que com o passar dos anos se tornou um dos mais importantes museus de Moscou. O belo prédio, com 62 salas distribuídas em dois andares, abriga mais de 170 mil trabalhos entre pinturas, desenhos, esculturas e muitos outros objetos importantes datados a partir do século XI. Há ainda arte sacra, retratos dos monarcas russos, e gravuras interessantíssimas de como Moscou e São Petersburgo eram séculos atrás além de uma rica coleção de Chagall, Malevich, Kandinsky.

Museu da Vitória 

O museu foi projetado para perpetuar a memória dos soldados soviéticos que morreram durante a Grande Guerra Patriótica (foi como ficou conhecida a Segunda Guerra Mundial para os soviéticos).

O museu é dividido em duas partes: a primeira parte fica no prédio atrás do obelisco, e a segunda, com os armamentos, ao ar livre, do lado esquerdo do parque.

Entre as áreas mais interessantes estão o Hall da Tristeza, em homenagem aos 26 milhões de russos que morreram durante a guerra 26 mil lágrimas de cristal simbolizam as lágrimas das mães que choraram por seus filhos mortos e o  Hall da Fama, uma sala circular com o nome dos heróis da guerra. A abóbada e a estátua do centro da sala impressionam pela grandiosidade.

A principal atração do museu são os dioramas de guerra: cenários que misturam imagens e objetos e reproduzem as batalhas, mesma técnica utilizada nos museus de história natural. No restante do museu há objetos, fotos, documentos e pôsteres relativos à guerra, como a mesa onde Stalin traçava as estratégias.

A exposição dos armamentos de guerra é  bem interessante. Logo na entrada tem a área de combates terrestres, com tanques, artilharia antiaérea, ferrovias e até uma trincheira em tamanho real.

Museu Bunker – 42

O Bunker 4.2 fica embaixo de um prédio amarelo claro, idêntico a tantos outros em Moscou. Na década de 60, os russos simulavam a movimentação de um prédio residencial comum, para não levantar suspeitas sobre as operações de guerra.

A visita ao Museu da Guerra Fria começa descendo  20 andares de escada. O abrigo antiaéreo foi construído para resistir a um ataque nuclear e por isso fica abaixo do nível do metrô, a 65 metros da superfície.

Dos bunkers construídos pelos russos, o modelo 4 era o mais eficaz – tinha os corredores protegidos por 1 metro de concreto para cada lado, cobertos de chapa de aço.

O primeiro deste tipo, chamado 4.1, foi construído embaixo do Kremlin. O segundo é este, que ganhou o nome de Bunker 4.2 e é o único bunker aberto a visitação em toda a Rússia.

Ali funcionava um centro de controle de voos de longa distância, além de um abrigo com capacidade para manter 600 pessoas por até 3 meses.

Os suprimentos entravam por uma passagem secreta na estação de metro Taganskaya, por onde também era feito o acesso dos oficiais militares.

O complexo do bunker tinha 4 blocos, em túneis diferentes, numa área total de 7 mil m2. O trecho que hoje tem o Museu da Guerra Fria era onde funcionava a operação do centro de controle. Nos outros três blocos ficavam os telegrafistas, os reservatórios de água e energia, e a acomodação com dormitório, vestiário e cozinha.

Todos os ambientes foram remontados no museu, para mostrar como as coisas funcionavam na época de Stalin.

Tem também um pequeno vídeo documentário que conta a história da Guerra Fria.

Mesmo já estando desativado há décadas, o acesso ao Bunker- 42 é controlado e as visitas precisam ser agendadas com antecedência. No site oficial, existem 12 tipos de tours diferentes, mas apenas 2 tours regulares em inglês.

Estações de Metro

Moscou tem as estações de metro mais bonitas do mundo. Foram construídas com luxo, para serem “palácios do povo”. Algumas possuem grandes lustres de cristal, imensos corredores de mármore, esculturas em bronze e vitrais coloridos e que poderiam ser facilmente confundidas com um salão de festas de um palácio.

Em cada estação há homenagens a grandes personalidades russas, como Dostoiévski e Yri Gagarin e a grandes eventos da história russa.

A estação Mayakovskaya é considerada a mais bonita. Foi construída em 1938, em estilo art déco pelo arquiteto Alexey Dushkin. Possui arcos, paredes e piso de mármore branco e rosa, além de 34 mosaicos de teto.

A estação Komsomolskaya foi inaugurada em 1952 e é considerada a estação mais luxuosa. Representa o ápice do Império Stalinista, com elegantes lustres de bronze e mosaicos monumentais. Apresenta colunas e arcos revestidos de mármore e um teto ornado com oito grandes painéis sobre a luta russa por independência e liberdade.

A estação Novokouznetskaya é a segunda estação mais luxuosa. Foi construída durante a Segunda Guerra Mundial e inaugurada em 1943.  Nela se encontram enormes bancos de mármore, medalhões de bronze com imagens de bandeiras, escudos e armas, e retratos de grandes comandantes militares russos. No teto, lustres gigantes e mosaicos retratam o cotidiano na União Soviética.

 Kolomenskoe 

Esse palácio de verão dos czares russos é também chamado de Palácio Real do Czar Alexey Mikhailovich. Alexey Mikhailovich era pai do Czar Pedro I, o segundo Czar da dinastia Romanov a usar esse palácio como residência de verão.

Suas torres e igrejas podem ser vistas de longe. As construções dos séculos XVI e XVII são obras-primas dos arquitetos russos que eram capazes de construir torres defensivas, palácios e igrejas sem quase utilizar pregos e serras.

Sergiev Posad

A cidade está localizada na região da Rússia Central denominada Anel de Ouro, que é formada por 8 cidades históricas russas: Ivanovo, Kostroma, Pereslavl-Zalesskiy, Rostov Veliki, Sergiev Posad, Suzdal, Vladimir, Iaroslavl.

De todas as cidades do Golden Ring Sergiev Possad é a mais importante pois se tornou um dos principais centros de peregrinação da Igreja Ortodoxa Russa, comparável ao Vaticano para os católicos. Catarina a Grande costumava ir a pé de Moscou 1 vez ao ano em peregrinação. Fundado em 1345, o Monastério da Trindade de São Sérgio, foi inicialmente construído por Sérgio de Radonej, que mais tarde viria a ser um dos mais venerados santos da igreja ortodoxa russa. Ainda hoje, as relíquias de São Sérgio podem ser vistas na Catedral da Santíssima Trindade de São Sergio, que é a mais antiga do complexo.

Alguns anos depois, outras igrejas foram construídas nas proximidades da catedral dedicada à Santíssima Trindade, entre elas a Igreja do Espírito Santo, encomendada por Ivan III da Rússia em 1476 e a Catedral da Assunção, que foi encomendada por Ivan IV da Rússia em 1559.

Em 1744, Isabel da Rússia conferiu ao mosteiro o título de Lavra, título esse reservado aos mosteiros ortodoxos mais importantes e espetaculares do país.

Em 1920, no entanto, o governo soviético fechou o monastério e transformou diversos edifícios em prédios públicos.

O Mosteiro ficou fechado por quase 26 anos, até que por ordem de Stalin ele foi reaberto em 1946.

Desde então até 1988, o mosteiro foi residência do Patriarca Russo, quando foi decidido que a sede do patriarcado seria transferida para o Mosteiro de Danilov, no centro de Moscou.

Izmailovsky Market

Local fantástico, de fácil acesso através da estação de metrô Partizanskaya. Dedique 1 dia inteiro para visitar o local. Leve dinheiro em espécie. Dólares e euros também são aceitos.

Aqui você vai encontrar a maior variedade de matrioskas, chapéus ushanka e diversos outros souvenirs russos.

Se você está procurando algo mais exclusivo e chique, algumas barracas vendem antiguidades e joias antigas.

Você ainda vai encontrar roupas típicas, brinquedos, presentes de madeira, cestas, itens artesanais para tarefas domésticas e utensílios de cozinha.

 

A imagem que temos do Irã de um país triste, fechado, arrasado por guerras e terrorismo que não pode ser mais equivocada. O país é lindo e cheio de gente feliz que recebe o turista com um sorriso aberto e com muita simpatia.

Isfahan, considerada a cidade mais bonita do país, é um retrato dessa maneira alegre de viver. A praça da cidade é um dos principais cartões postais do Irã. As cúpulas das mesquitas decoram de azul o cenário.

  • Assim como as imagens dos aiatolás espalhadas por todo o país parecem vigiar os iranianos, também existe uma polícia moral que está atenta a qualquer falha de comportamento. Toda mulher, inclusive as turistas, têm que usar véu e não podem mostrar as formas do corpo. Homens não usam bermuda nem camiseta sem mangas. Só as pessoas casadas podem andar de mãos dadas ou abraçadas.
  • Os iranianos se orgulham do seu passado persa. Eles são os herdeiros de uma das histórias mais antigas e importantes da humanidade. Há 2.500 anos, o gigantesco império persa dominava o mundo. Inúmeras guerras destruíram esse poder. A Pérsia mudou de nome e há 38 anos se transformou na República Islâmica do Irã. Ali, Oriente e Ocidente se cruzam. São quase 82 milhões de pessoas que vivem na região.
  • O império persa deixou como legado belíssimos monumentos, uma rica cultura e muita riqueza. Um tesouro de verdade, que reúne as mais belas e preciosas joias e pedras preciosas que rivalizam em importância com a magnifica coleção de jóias dos czares da Russia, está guardado num bunker subterrâneo no Banco Central, em Teerã. Esse tesouro está protegido por um esquema de segurança rigoroso considerado inviolável.
  • Nesse tesouro está o diamante rosa mais valioso do mundo com 182 quilates e a espetacular coroa usada pela imperatriz Farah Diva em sua coroação. Essa coroa e o colar de esmeraldas usados por ela, foram criados especialmente para a ocasião pela Van Cleef & Arpels. Esse evento marcou uma das encomendas de maior prestígio na história da Maison. A coroa é ornada com 1.541 pedras no total, incluindo 1.469 diamantes, 36 esmeraldas, 34 rubis, 2 espinelas, 105 pérolas, entre outras pedras. Dentre todas, a mais importante é a espetacular esmeralda de 150 quilates colocada ao centro.

Xá Reza Pahlavi, ascensão e queda

Venerado e depois condenado por seus súditos, instrumentalizado e depois abandonado pelos americanos, o último xá do Irã, Mohamed Reza Pahlavi, obrigado a se exilar em 1979 depois de 37 anos de reinado, não sobreviveu à sua obsessão de se tornar o Dario dos tempos modernos. Ao longo dos meses que antecederam à fuga do último xá do Irã e o colapso de 25 séculos de monarquia viu crescer o fervor popular que levaria seu país para a Revolução Islâmica.

Nascido em 26 de outubro de 1919, educado em Genebra e nomeado coronel no Exército imperial aos 12 anos, o tímido Reza Pahlavi viveu atormentado pelo temor de ser inferior a seu pai, o xá Reza Khan Pahlavi, um soldado transformado em um rei reformador e autocrata.

O Irã era um país onde se misturavam a miséria do povo e o luxo da elite quando Reza se tornou o governante, com apenas 22 anos. O autocrata reinou de maneira absoluta sobre desertos cheios de petróleo e gás. Dominou a região com seu Exército, o mais forte do Oriente Médio, e se tornou o monarca absoluto do segundo maior país exportador de petróleo.

Casou-se 3 vezes. A primeira mulher, a princesa Fawzia Fuad era irmã do rei do Egito, a segunda, a rainha Soraya lembrava a atriz Ava Gardner. Se divorciou das duas pela impossibilidade de conceber um herdeiro. Finalmente casou-se pela terceira vez com a imperatriz Farah Diba, com quem teve 4 filhos.Farah Diba and Mohammad Reza Shah Pahlavi - YouTube

Desenvolveu uma megalomania alimentada em segredo pelo sonho de imitar a dinastia Aquemênida, os conquistadores persas do século V a.C.. Como Napoleão, Reza Palhevi coroou a si mesmo em 1967 e colocou sobre a cabeça de sua terceira mulher, a rainha Farah Diba, uma coroa cravejada com esmeraldas do tamanho de um ovo. Em Persépolis, cercado de luxo, celebrou os 2.500 anos da monarquia persa.

Suas reformas sociais inspiradas no Ocidente provocaram a ira dos líderes religiosos. Queria um país moderno onde existisse igualdade entre homens e mulheres. Liberou o uso obrigatório da burca, permitiu a mini saia, as discotecas e a bebida alcoólica. Mas o país, com leis islâmicas rígidas profundamente arraigadas na sociedade, não estava preparado para tanta modernidade.

Criou um partido único e sufocou a resistência graças à “Savak” sua temida polícia secreta, atitudes que lhe valeram a reputação de tirano. Apesar do governo violento e autoritário os mulás xiitas conseguiram se organizar em uma forte oposição, alimentada do Iraque pelo aiatolá Khomeini.

Os jogos da corte e as luxuosas recepções continuaram apesar da crescente insatisfação com o seu governo até que, em 1978, as províncias e depois Teerã se rebelaram. O xá ficou sem energia diante de uma oposição cada vez mais forte. Esse grupo formado por islamistas radicais opostos ao quietismo do clérigo tradicional, estudantes de esquerda inspirados nos movimentos anticolonialistas ao redor do mundo, assim como republicanos, liberais e laicos, herdeiros políticos de Mossadegh, finalmente se impõe. Vencido, o último xá do Irã fugiu de Teerã em 16 de janeiro de 1979.

Sua saída permite, então, o retorno triunfante, em 1º de fevereiro, do aiatolá Ruhollah Khomeini, procedente da França, e a vitória da Revolução Islâmica. Mais tarde, seu séquito considerou que o xá  imbuído de sua “divindade”,  rígido, profundamente introvertido e incapaz de qualquer autocrítica, não conseguiu se manter no poder.

O xá do Irã, que sonhava em transformar seu país na quinta potência mundial no ano 2000, faleceu no Cairo, apátrida, falido e sozinho, em 27 de julho de 1980. Morreu de câncer depois de 18 meses da fuga de sua terra natal, durante os quais “perambulou” pelo mundo atrás de asilo.

Em Persepolis a comemoração dos 2500 anos da monarquia persa.

Pentágono rejeita ameaça de Trump contra locais culturais ...

Foi uma festa impressionante. Gastos estratosféricos foram feitos para que nada saísse menos do que perfeito. O dinheiro não era obstáculo. Um novo aeroporto internacional e 80 km de estrada foram construídos para o evento. Na chegada, palmeiras ladeavam alguns quilômetros do caminho. Uma luxuosa cidade de tendas recobertas de seda foi erguida para abrigar os convidados do mundo todo. Os mais importantes lideres mundiais, reis, rainhas, presidentes e primeiro ministros compareceram à festa. Um oásis foi construído no meio do deserto com milhares de árvores, flores e até 50 mil pássaros importados da Europa. O famoso restaurante Maxim’s de Paris fechou suas portas durante 2 semanas para preparar as refeições e foram contratados garçons e maitres do luxuoso Badrutt’s Palace Hotel de Saint Moritz para servir os convidados. Aviões militares iranianos transportaram 18 toneladas de comida de Paris. Os mais raros vinhos e até blocos de gelo chegavam por avião. Tudo, exceto o caviar do Iran, foi trazido da Europa.  

Em um país onde a maior parte da população vivia na pobreza uma comemoração desse porte certamente não foi apropriada. A festa foi mais um fator negativo para um já desgastado governo e assim como na revolução francesa, o povo se rebelou e o rei foi derrubado. A história sempre de repete.

Palácio Golestan

O Palácio Golestan em Teerã é um dos monumentos mais lindos do Irã. Este palácio é um bom exemplo da arte, história e arquitetura persas. 

O magnífico Palácio do Golestan, em Teerã, foi sede da família Qajar que chegou ao poder em 1779 e é um dos mais antigos monumentos históricos de Teerã, pertencendo a um complexo de edifícios reais localizados no interior da antiga cidadela histórica da capital iraniana. Atualmente é um museu histórico, Patrimônio da Humanidade desde 2013. São nove edificações diferentes com entradas independentes, revestidas com bonitos azulejos decorados e rodeados por um elegante jardim. 

O terraço Takht-e Marmar (varanda do trono de mármore) é decorado com elementos iranianos, como azulejos, espelho, estuque, janelas de treliça e pinturas. O trono de mármore no terraço é feito do famoso mármore amarelo vindo da província de Yazd.

O aspecto luxuoso se destaca no magnífico “salão dos espelhos”, o ponto alto da visita.

Espelhos, grandes e pequenos, formando delicados trabalhos artísticos, todos refletindo a iluminação proveniente dos magníficos candelabros de cristal e a decoração luxuosa, com certeza era utilizado para impressionar delegações estrangeiras. A sensação é de opulência e fartura. Espelhos eram muito caros na antiguidade e raros de serem vistos com esta profusão.

* veja mais sobre essa festa em Persépolis no documentário da BBC – https://www.youtube.com/watch?v=fDhGPYWfKFU