Lugares Incríveis

Diamantina é um desses lugares que devemos conhecer no Brasil. Fica no norte de Minas Gerais onde a natureza é exuberante, o patrimônio histórico é preservado e tem muita comida boa.

Para se chegar a Diamantina partindo de Belo Horizonte, a viagem é de 4 horas aproximadamente. A vegetação densa da Mata Atlântica vai dando lugar ao Cerrado. Ao se entrar no Vale do Jequitinhonha surgem os paredões de pedra e uma imensidão de vales e planícies a perder de vista.

Diamantina, que tem o título de Patrimônio Cultural da Humanidade desde 1999, notabilizou-se por ter sido palco de alguns dos mais importantes episódios da história do Brasil. Lá nasceu e cresceu o presidente Juscelino Kubitscheck e foi lá também que se deu um dos maiores escândalos do Brasil-Colonia: o romance de João Fernandes e da escrava Chica da Silva.

Passear pela cidade exige preparo físico. O sobe e desce das ladeiras de pedra levam a Igreja de Nossa Senhora do Carmo, erguida no século XVIII pelo contador João Fernandes que por um capricho de sua amante Chica da Silva, colocou a torre do sino no fundo da igreja. Não deixe de conhecer a Igreja de São Francisco de Assis, de 1762, que impressiona com seu enorme frontão de madeira na porta principal e seu retábulo folhado a ouro. Veja também o Passadiço da Glória, que liga os casarões que abrigavam o Educandário Feminino de Nossa Senhora das Dores, construído para que as freiras e alunas pudessem transitar a salvo dos olhares masculinos e a Catedral de Santo Antonio das Sé.

Dicas de turismo em Diamantina

O Que Comprar

Lojas do Centro Histórico vendem as típicas bonecas de ceramica do Vale do Jequitinhonha e peças feitas em madeira, fibras de capim dourado e sempre-vivas. Também no centro está a Joalheria Pádua, inaugurada em 1888, é a mais antiga em funcionamento do Brasil, que está nas mãos da mesma família até hoje

Feira de artesanato do Vale do Jequitinhonha é realizada em ...

O maior destaque entre as opções de compras em Diamantina é o antigo Mercado dos Tropeiros, hoje Mercado Municipal de Diamantina. Todo sábado acontece no mercado uma ótima feira, onde são vendidos produtos culinários e artesanatos. No Mercado dos Tropeiros (ou Mercado Velho), é possível comprar algumas delícias, como queijos, doces, pimentas, pratos típicos e ainda sair com belas peças do artesanato local. O restante das lojas funciona durante a semana e aos sábados pela manhã.

Lei abre mercado para queijo Minas artesanal no país | O TEMPO

O Que Fazer

Visite o Parque Estadual do Rio Preto, cuja a entrada fica a 1 hora e meia de Diamantina. Ao longo do Rio Preto existem muitas cachoeiras caudalosas como as Cachoeiras do Crioulo e a Sempre Viva e piscinas tranquilas até para crianças. A formação montanhosa, com as mesmas características da Chapada Diamantina, exibe picos de até 1826 metros de altitude. É possível fazer trilhas curtas de poucas horas ou mais longas de dias, obrigatoriamente com guias locais.

Bem mais perto no Parque Estadual do Biribiri, está a Cachoeira da Sentinela e a bela paisagem no entorno. No miolo da reserva há uma antiga vila operaria construída no final do século XIX com casas coloniais que hoje são alugadas para veranistas. Belas paisagens e clima de fazenda, o local, antes casa dos funcionários de uma fábrica de tecidos, hoje recebe visitantes para dias no campo, banho de cacheira e, claro, comidas típicas. Há duas opções de restaurantes no local: o restaurante Raimundo Sem Braço e o restaurante do Adilson. Os dois servem comida mineira debaixo da sombra das árvores, mas o primeiro oferece apenas opções à la carte e o segundo funciona também como self-service.

Outro bate e volta que vale a pena incluir no roteiro é a vizinha Serro, a 90 km de distancia, cidade famosa pelos queijos. Visite o Centro Histórico, ainda mais antigo que o de Diamantina, e a Igreja de Santa Rita, do século 18. Na loja do Queijo do Cedro é possível agendar uma visita à fazenda da família onde é possível acompanhar da ordenha à produção.

Onde Ficar:

Pousada Canto das ÁguasVista Posterior da Pousada - Foto de Pousada Canto Das Águas, São ...

A Pousada é muito aconchegante. Fica em um casarão do século XIX, que pertenceu à neta de Chica da Silva, tem 11 suítes repletas de antiguidades e recebe hóspedes somente com reserva. Comida mineira excelente e o café da manhã muito bom. A grande maioria dos alimentos servidos na Pousada Canto das Águas é produzida nas cozinhas da própria pousada. Na diária está incluído o café da manhã, almoço, e caldos a noite. Durante todo o dia tem café, chá e biscoitos caseiros a disposição. A pousada possui uma piicina de água corrente e uma grande bica d’água. Ainda tem uma caverna que pode ser visitada com apenas 20 min de caminhada. A pousada fica perto do parque estadual do Rio Preto que vale muito a pena uma visita.

Pousada Pouso da Chicaphoto0.jpg - Foto de Pouso da Chica, Diamantina - Tripadvisor

Uma das mais acolhedoras pousadas de Diamantina, o Pouso da Chica preserva a memória e a história dos casarões coloniais da cidade secular em edificações que datam dos séculos XVIII e XIX.
Situado no Centro Histórico da cidade, o Pouso da Chica foi idealizado com uma verdadeira casa de hóspedes, numa atmosfera acolhedora e confortável, unindo o charme típico da arquitetura colonial aos requintes da hotelaria contemporânea.
Adaptado em dois casarões dos séculos XVIII e XIX, cuidadosamente restaurados, o Pouso da Chica oferece conforto e requinte a quem deseja relaxar e descansar com qualidade e conforto. pousodachica.com.br

Pousada do GarimpoPousada do Garimpo (Brasil Diamantina) - Booking.com

Esta pousada fica localizada a 800 m do centro de Diamantina e dispõe de piscina ao ar livre, jardim e sauna. Você pode desfrutar de vista panorâmica a partir do seu terraço e relaxar na sala de TV. Para sua comodidade, o acesso Wi-Fi é gratuito. pousadadogarimpo.com.br

Onde Comer:

Mr Chef – Definitivamente o melhor restaurante que eu fui em Diamantina. O cardápio dele é vasto e possui opções deliciosas. Sem contar que há muitas opções vegetarianas, isso ganhou meu coração. O restaurante oferece entradas, pratos principais, sobremesas, hambúrgueres, cremes, quesadilhas e muitas outas delícias.

O Garimpeiro – Este restaurante está situado dentro da Pousada do Garimpo e mostra o sabor da real comida mineira. Aqui servem pratos típicos e preparados pelo Chef Vandeca como o bambá do garimpo à base de feijão e costelinha defumada frita da banha de porco.

Relicário – Está localizado na principal praça de Diamantina, ao lado do Mercado Velho. Neste restaurante se encontram excelentes pratos mesclando comida mineira e internacional.

Apocalipse – Com certeza esse é o melhor restaurante para você almoçar em Diamantina. Ele está localizado no centro da cidade, na mesma praça do Mercado Municipal. As refeições são servidas em estilo self-service e oferecem uma grande variedade da boa comida mineira.

Amei esse relato da Denise Nolato sobre a Australia e Nova Zelandia:

Austrália

“Minha irmã mora lá há 15 anos e tive a oportunidade de ir visitá-la por duas vezes. Ela mora em Brisbane e por isso acabei passando a maior parte dos dias lá.

O país tem muitos imigrantes e jovens, portanto é um daqueles lugares que você anda e vê pessoas de todas as nacionalidades, culturas e línguas. É também um lugar onde as pessoas procuram fazer muitas atividades ao ar livre e têm uma relação com a natureza como não vi em nenhum outro lugar que já fui. Eles não matam nenhum inseto ou animal. Nem mesmo as cobras… e tudo é feito para se aproveitar ao máximo a natureza.

Sydney me lembra muito o Rio, sol, praias, porto, centro histórico… além da tradicional visita à Opera House, Jardim Botânico (que fica ao lado), não deixe de ir na região The Rocks que é ao lado oposto ao jardim botânico e perto da Opera House. É uma região com barzinhos e restaurantes… muito legal. Eu não escalei a ponte Harbour Bridge, mas é possível fazê-lo caso seja do seu interesse.

No porto ao lado da Opera House você pode pegar barco para várias partes da cidade. Eu já fui de barco para Mainly Beach e também para Darling Harbour. Mainly Beach é uma praia super descolada, vale a pena conhecer. Darling Harbour é onde fica o aquário de Sydney e tem muitos restaurantes na orla. Eu me hospedei na casa de amigos em Sydney, mas se fosse ficar em hotel, ficaria em Darling Harbour.

Não deixe de visitar o Queen Victória Building, um shopping num prédio de estilo vitoriano, muito bonito.

O outro passeio fantástico em Sydney é fazer a trilha de Costal Walk, de Coogge Beach a Bondi. A praia de Bondi é a mais famosa e é aquela que tem uma piscina. Essa trilha tem em torno de 7 km e o visual é lindo.

No norte do estado de New South Walles (onde fica Sydney) fica Byron Bay que é um dos lugares mais legais que já fui. É a ponta mais oriental da Austrália, uma cidadezinha super alegre a animada. Lá nos hospedamos num B&B que é uma fazenda de macadâmias, chamado Byron Hinterland Retreat “Riverbend”. Eles estão no Facebook, procure por eles lá.

Quanto à costa leste do estado de Queensland, cuja capital é Brisbane, temos Gold Coast, aquela cidade famosa pelo surf (que me lembrou um pouco Miami) e acima de Brisbane a Sunshine Coast, uma costa com várias praias e lugares lindos. Saindo de Brisbane e no começo de Sunshine Coast, tem o zoológico do Steve Irving, aquele caçador de crocodilos que faleceu, mas hoje é administrado pela família. Lá tem aqueles shows com crocodilos. Eu não fui, mas dizem que é legal. Preferi ir em Lone Pine, um santuário de coalas na cidade de Brisbane mesmo.

Em Sunshine Coast tem uma praia incrível chamada Noosa onde fica uma reserva e você pode fazer trilha à beira mar também. Eu fiz em um dia: fomos de carro até Noosa e depois voltamos parando nas outras praias de volta a Brisbane.

Perto de Brisbane tem ainda Redcliffe que é a cidade dos Bee Gees e onde há um memorial bem legal em homenagem a eles.

Não tive tempo de ir a Melbourne (que minha irmã disse que é bonita e é um tipo de SP deles) e nem na Barreira de Corais.

Na primeira vez que fui, foi em março e o clima estava fantástico. Na casa dos 20 graus e muito sol. Na segunda vez, fui em abril e já peguei bastante chuva. Muita gente se engana com a Austrália achando que lá é quente como aqui, porém, nas áreas habitáveis, o clima é mais temperado e Sydney nesse ponto parece um pouco com Buenos Aires e Brisbane com Curitiba… ou seja, no inverno faz frio sim. E no auge do verão, faz muito calor.

Nova Zelandia

Na segunda vez que fui, passei pela NZ e fiquei 4 dias. A NZ é um destino muito diferente da Austrália. Na Austrália você vê muita riqueza em todos os lugares. A NZ é bem mais simples e é um turismo de aventura e mais “rural”, para quem quer apenas curtir a natureza.

Passei um dia e uma noite em Auckland e achei suficiente. Fiz o passeio do Hop on Hop off e desci nos pontos que mais me interessaram e o que vale realmente a pena é o museu e a torre.

Alugamos um carro e fomos para Rotorua, uma cidade que é uma graça. Fomos em Waimangu e jantamos no Te Puia para ver o show maori.  Vale a pena conhecer Rotorua.

De Rotorua fomos em Hobbiton, o set de filmagens dos filmes Hobbit e Senhor dos Anéis… o lugar é incrível… mágico.

Fomos também na península de Coromandel, nas praias de Cathedral Cove e Hot Waters.

Não tive tempo para ir na ilha sul, mas dizem que é ainda mais bonita.

Espero ter ajudado e te desejo uma ótima viagem!

Abraços e parabéns pelo grupo! Adoro!”

Apesar de ser um lugar um pouco complicado para se chegar, já que não existe voo direto, vale a pena o esforço. Se quiser fazer a Rota das Emoções (que recomendo muitíssimo) e terminar a viagem em Jeri o ideal é contratar uma operadora local. Fizemos isso e foi ótimo!

A melhor época para viajar para Jericoacoara, ou simplesmente Jeri, é final de junho. Não é o período das chuvas, que vai de janeiro a maio e também não é mês das férias escolares. Agosto é o mês dos estrangeiros que lotam a região, e é quando tudo fica mais caro e em setembro as lagoas já estão secando.

Jeri é uma delícia! Diferente da Bahia onde o axé e pagode tocam em todos os lugares e a todo o volume, em Jeri tudo é mais calmo. Nos hotéis a trilha sonora vai de bossa nova a “jazz” e isso dá um ar mais sofisticado ao local. As praias, mesmo na altíssima temporada são muito mais vazias e você vai encontrar ótimos restaurantes e alguns hotéis excelentes a um preço muito mais camarada.

Fizemos dois passeios deliciosos e que valem a pena. O primeiro para a Lagoa Paraíso, que fica a cerca de 20 minutos de carro. Lá tem um Beach Club muito bem montado chamado Alchymist Beach Club. Grandes ombrelones de palha de carnaúba enfileirados na areia com mesas e cadeiras de madeira branca, lembram algumas praias de Mykonos, e espreguiçadeiras acolchoadas e bem confortáveis ficam alinhadas na beira da lagoa. O conjunto de 2 cadeiras + guarda-sol sai por 70,00 o dia. A lagoa é linda, um azul-turquesa que parece o mar do Caribe e tem as famosas redes dentro d’água. Evite ir aos finais de semana, porque o lugar fica muito cheio. Para chegar lá, vá de buggie ou quadriciclo. É um ótimo local para passar o dia.

Outro lugar lindo perto de Jeri é a Praia do Prea. A dica é ir cedo quando o vento está mais calmo. O lugar é ótimo para fazer kitesurf e tem até uma escola com instrutores na Pousada Rancho do Peixe. Aliás, passar o dia nessa pousada é um programão. Fomos cedo para aproveitar a praia e almoçamos por lá. Comemos um robalo na crosta de sal, carpaccio de peixe branco e macaxeira frita, tudo dos deuses.

Hotel Rancho do Peixe

Imagine uma coisa chique, bem feita e de muuuito bom gosto, mas muito mesmo! A decoração é toda feita com materiais da região, almofadas de chita colorida, muita madeira e palha, além de lindos tapetes de sisal trabalhado que enfeitam os ambientes. Os bangalôs são bem grandes e os banheiros com chuveiro a céu aberto me lembraram os lodges chiquérrimos que fiquei na Tanzânia. O visual é meio agreste. No meio de toda aquela areia as construções de madeira sobre palafitas e cobertas com palha de carnaúba são muito lindas!

Amei essa viagem e quero voltar!