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Rafting que aventura

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Não curto esportes radicais. Bungee jump, asa delta e afins não é comigo. Rafting também não. Só de pensar que o barco pode virar, ainda mais em uma água gelada, já dá aquele frio na barriga nada agradável. Mas tudo na vida é uma questão de oportunidade e é só quando ela aparece que se pensa no assunto de verdade.

Estávamos viajando de carro pelos parques nacionais na região de Banff no Canadá e aí a oportunidade apareceu. Em todo lugar víamos anúncios de empresas oferecendo passeios para descer as corredeiras dos rios. Parecia um passeio banal, daqueles que todo mundo vai. Então vamos também, né? Não deve ser nada do outro mundo….

Reservamos pelo hotel e fomos sem saber muito dos detalhes do passeio. Apenas estranhei quando pediram para levar um biquíni e uma toalha. Na minha santa ignorância achei que seria para quem quisesse nadar no rio depois do passeio…imagina se eu iria entrar naquela água gelada! Gelada mesmo, 6 graus, água vinda diretamente do degelo da neve das montanhas ao redor. Nem me preocupei. Não tinha biquíni, mas também não queria nadar…

Chegando lá nos deram uma roupa de borracha e eu perguntei:

– Pra quê? – perguntei.

– Porque a água está gelada – eles disseram.

– Mas eu vou me molhar? – me olharam como se eu fosse doida.

– É claro que vai se molhar – eles responderam.

Molhar é uma coisa, mas ficar encharcada é outra! Sinceramente nunca imaginei que fosse tanto.

Coloquei a roupa de borracha e mais; botinhas de neoprene, um fleece grosso, uma capa de chuva grossa por cima de tudo, salva vida, capacete e luvasok, estou pronta! Descemos para a margem do rio e começaram as instruções. Se o barco virar, se você ficar presa embaixo do barco, se pegar uma pedra, um tronco de árvore etc, etc…melhor nem pensar. “Só fui”, como diria a minha sobrinha Rafaela.

Hora de entrar no barco. Me colocaram na frente!! Ai, ai, aiNUNCA se sente na frente em um “rafting”!! É o pior lugar, mas como eu não tinha a menor noção fui bem tranquila.Nosso piloto era uma simpatia e controlava a direção do barco com 8 pessoas usando 2 grandes remos. Outros 4 passageiros também remavam, mas acho que não faria muita diferença se eles remassem ou não.

As primeiras corredeiras foram uma delícia, mas logo veio uma maior, o barco mergulhou e levei a primeira água na cara. Ok, passado o susto até que foi gostoso… fomos descendo o rio, algumas quedas maiores e outras mais suaves. Quando as quedas são grandes todos se sentam no fundo do barco, bem apertados. O piloto vai avisando: “Go down ….and back to your seats..and go down…. and back to your seats …” e o barco mergulhando e a água vindo em cheio em cima de todo mundo. Foi tranquilo até chegarmos à parte “difícil” com 1 km de quedas fortes. Nessa altura eu já estava ensopada, mas nada comparado ao que viria a seguir. Levei tanta agua na cara que até perdi minhas lentes de contato!

Quem está na frente leva a pior. Fiquei encharcada dos pés à cabeça, mas simplesmente adorei! Pode parecer insano, mas é incrível! Dei risada do começo ao fim e me diverti muito.

Mas jamais se sente na frente!

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