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Palácio da Ajuda em Lisboa

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Visitar palácios mobiliados é sempre interessante. É possível entender mais sobre a história da época quando se tem moveis e objetos para “ilustrar”. Alguns são imperdíveis como o Vaux le Vicomte em Paris é um deles. Mas em Lisboa é o Palácio da Ajuda que não se pode perder.

História do Palácio da Ajuda

Em 1755 um grande terremoto resultou na destruição quase completa da cidade de Lisboa, especialmente na zona da Baixa. O Paço Real da Ribeira, a Casa da Índia, igrejas e conventos, o Hospital de Todos os Santos e o Teatro da Ópera foram completamente destruídos.

O terremoto foi seguido de um maremoto –  se crê que as ondas tenham atingido a altura de 20 metros – e de múltiplos incendios que resultaram em mais de 10 mil mortos. Uma verdadeira tragédia!

O monarca D. José I e a família real, que estavam em Belém, foram poupados. Dizem que com a tragédia o rei adquiriu uma fobia às construções feitas de pedra e por isso passou o resto de seus dias morando em um novo palácio feito de madeira e que ficou conhecido como a “Real Barraca”. Foram colocados os mais belos móveis, pinturas e tapeçarias para que a família real pudesse usufruir das melhores condições possíveis. Esse palácio foi residência da família real até 1794, ano em que um grande incêndio destruiu completamente esse palácio improvisado.

Em 1795, um ano depois do incêndio, deu-se início às obras do atual Palácio da Ajuda. Porem, os diversos problemas de ordem financeira e as convulsões políticas sofridas nessa época, entre elas a partida da família real para o Brasil em 1807, acabaram por fazer com que a construção se arrastasse durante anos sendo que até hoje se mantem inacabada.

Foi só em 1862 quando o Rei D. Luís e a Rainha Dona Maria Pia lá se instalaram que ele se tornou verdadeiramente um Palácio Real, sendo renovado e adaptado para os novos tempos.

A nova disposição e decoração das salas acompanhou os então recentes padrões de conforto, privacidade e higiene característicos da mentalidade burguesa do século XIX. Os espaços tornaram-se mais íntimos e resguardados. Introduziram-se novas dependências no piso térreo: a Sala de Jantar para as refeições diárias da família, uma sala de estar – a Sala Azul – e zonas de lazer como a Sala de Mármore e a de Bilhar; por fim as casas de banho dotadas de água corrente quente e fria. O andar nobre foi reservado para as recepções de gala e o piso térreo destinado aos aposentos privados.

Os presentes de casamento e bens trazidos da Itália pela rainha ajudaram na decoração dos apartamentos remodelados.

Em 1910 quando da instauração da República e consequente exílio da Família Real, o Palácio foi fechado.  Em 1968 se tornou um museu apresentando um relevante acervo de mobiliário, ourivesaria, prataria e obras de arte.

Palácio Hoje

Obras para a conclusão do palácio inacabado deverão ser concluídas no primeiro trimestre de 2020, mais de 200 anos depois da primeira interrupção na sua construção. As obras vão incluir uma sala de joias onde ficará em exposição a valiosa coleção do Tesouro Real português.

Horário de visitação:

Segunda a sexta: 9h, 10h, 11h, 14h, 15h, 16h e 17h

Sábados, domingos e feriados: 9h, 11h, 14h, 15h e 17h

O Palácio da Ajuda está fechado nas quartas-feiras.

Veja informações atualizadas dos horários e funcionamento em feriados no site oficial: www.palacioajuda.gov.pt 

Para saber mais veja o filme no link abaixo. Vale a pena!

https://youtu.be/ANXigf-5hcI

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