A Inesquecível visita ao Museu do Holocausto

O prédio do Museu do Holocausto ou Yad Vashem, projeto do arquiteto Moshe Safdie em Jerusalém, tem a forma de um prisma triangular imenso, feito em concreto. O objetivo do arquiteto foi projetar um prédio que lembrasse a cicatriz que esse episódio deixou na história do povo judeu.

Ao entrar no Yad Vashem, você se depara com o Jardim dos Justos de Todas as Nações, onde foram plantadas árvores homenageando cada um dos não judeus que arriscaram suas vidas em prol de salvar vidas de judeus. Ali estão as árvores que homenageiam Oskar e Emili Schindler, que tiveram sua história contada no filme “A Lista de Schindler”.

A exposição é montada em salas consecutivas e formam um imenso corredor que vai descendo por uma leve rampa. O caminho para baixo, passa uma sensação quase que inconsciente de depressão.

Você é obrigado a passar por todas as salas, não existe escolha. No começo  a ascensão do Reich na Alemanha e em seguida as várias formas de antissemitismo que existia, muito antes de Hitler. Em seguida, estão fotos e depoimentos de como viviam os judeus na Europa antes da guerra. Mais adiante, a queda das principais sinagogas da Europa e a caçada aos judeus. Muitos documentos e objetos pessoais estão expostos em todas as salas, há também vídeos com depoimentos.

Conforme se segue pelo corredor, todas as faces do nazismo vão sendo mostradas; como funcionavam os campos de concentração, como os judeus eram transportados, como eram marcados para serem reconhecidos nas ruas, como eram as placas que tinham nas lojas indicando que pertenciam a judeus etc.

Os nazistas eram extremamente organizados, e por isso documentaram tudo muito bem. A réplica de uma rua do Gueto de Varsóvia é realmente muito impressionante. Ali, ainda no prédio principal, há uma sala com um painel em forma de cone (tronco de cone pra ser mais exato) pendurado no teto sobre um buraco no chão com água e pedras, com fotos e nomes de muitos que morreram no holocausto. Ao redor desta sala redonda, a parede é na verdade uma prateleira, com uma infinidade de livros contendo fichas com os nomes e dados de pessoas que morreram no Holocausto e foram identificadas.

Na entrada do museu existem fichas para serem preenchidas por aqueles que perderam seus entes durante essa atrocidade. Ao sair do prédio da exposição, depois de percorrer toda a trajetória de sofrimento dos judeus no holocausto, você se vê de frente a um triângulo imenso, que é o prédio em si, vazado para que possa-se admirar a vista da cidade de Jerusalém. Um toque de ouro, uma luz, depois de tanta tragédia.

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