O que não perder em uma viagem ao Japão

Quando se pensa em conhecer o Japão deve-se levar em conta a  enorme diferença cultural, as tradições e a diferença de comportamento entre eles e nós, ocidentais. Os japoneses nos impressionam pela educação e pela delicadeza que têm com o próximo.  Não se fala ao celular dentro do trem, por exemplo e música alta ou toque de telefone estridente é algo impensável.

Acho que uma viagem ao Japão deve ser mais do que visitar os templos, castelos, museus e cidades turísticas. O interessante é imergir na cultura japonesa. Para isso é essencial ficar em pelo menos 2 Ryokans, casas japonesas antigas que foram transformadas em hotéis. Dentro dos Ryokans todos andam vestidos de quimono e nos pés usam-se os chinelos de dedo típicos do Japão. A comida servida é tradicional japonesa e não tem nada além disso. Esqueça a tentação de pedir um hambúrguer. Se jogue e encare o que for servido, afinal faz parte da “japan experience”. Tome um banho de ofurô e prepare-se para dormir em um futon.

Ficamos em 3 Ryokans diferentes sendo que o mais bacana foi o Gora Kadan, maravilhoso!

Quanto aos passeios listei o que é imperdível de se ver por lá.

  1. Ueno Park em Tokyo

ueno park tokyo

A Sakura ou a flor da cerejeira é um dos maiores símbolos do Japão. Seu desabrochar avisa que o inverno está acabando e é o início da primavera.

Nessa época japoneses e turistas aproveitam a curta florada da cerejeira, de cerca de duas semanas, para fazer o Hanami. É a tradição de ir a parques em grupos familiares ou de amigos para apreciar a florada das cerejeiras. O parque mais bonito é o Ueno Park em Tóquio. Com mais de 1000 árvores, multidões de todos os continentes se reúnem lá uma vez ao ano para passear entre as cerejeiras.

 

  1. Castelo de Himeji

Castelo de Himeji

No Japão ainda existem muitos castelos antigos. O Castelo de Himeji é o maior e mais famoso castelo feudal japonês, datado de 1333 e construído pelo governador e samurai Akamatsu Norimura. É, em termos de arquitetura, o modelo mais completo. Seu exterior chama atenção pelo impecável acabamento branco que foi inspirado em um pássaro levantando voo. Os animais e suas habilidades influenciaram a formação de sua cultura e têm um enorme respeito desse povo. A região do castelo abrange 83 edificações utilizadas como fortalezas para defender o castelo e as cidades vizinhas. A sua posição privilegiada dá a melhor vista dos arredores da prefeitura de Hyogo. De todos os castelos a se visitar no Japão, o Castelo de Himeji é com certeza inesquecível.

 

  1. Templo Kinkaku-ji

Templo Kinkaku-ji

Localizado em Kyoto, o Templo Kinkaku, ou Templo do pavilhão de ouro fica às margens do lago Kyoto-chi. Construído em 3 andares e completamente cobertos por folhas de ouro.

O local do Kinkaku-ji foi comprado pelo shogun Ashikaga Yoshimitsu que abdicou do shogunato e construiu esse templo. Após sua morte, conforme requerido em seu testamento, tornou-se um Templo de meditação Zen. Os jardins são exuberantes com 132.000m², uma atração à parte.

 

  1.  Nikkou

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Nikkou significa luz do sol ou raio de sol. É uma pequena e pacata cidade a 140 km norte de Tóquio, na província de Tochigi. Datada do século XVII, Nikkou tem um complexo com 3 templos, o Templo Budista Rinnou, os Templos Xintoístas Futara-san e Tosho-gu, além do Mausoléu de Tayuu-in.

A arquitetura do complexo é belíssima. Eu adorei e recomendo a visita, apesar do trajeto de 140 km de Tóquio. Lá está o pictograma dos três macacos sábios, Mizaru, Kikazaru e Iwazaru. Você já deve ter visto essa imagem reproduzida em alguma propaganda: três macacos, um cobrindo olhos, outro os ouvidos e o terceiro a boca. Seus nomes simbolizam não ver o mal, não ouvir o mal e não falar o mal, uma lição moralista aos japoneses, para que não se envolvam com os males mundanos, mas mantenham sua integridade sempre.

Prepare-se fisicamente. Com escadarias muito íngremes e altíssimas, boa parte do complexo dos templos fica a uma altitude próxima a 2000m.

 

  1. Odaiba

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Localizada na baía de Tóquio, Odaiba difere muito dos lugares exóticos e naturais do Japão. Também conhecida como Rainbow Town, é uma ilha artificial construída pelos japoneses no bairro portuário de Tóquio para entretenimento e compras. Na ilha, os turistas podem visitar a Rainbow Bridge, o robô de 18m Gundam (é a vontade japonesa de ser grande!) e vários shoppings. Com certeza um dos lugares mais diferentes para se visitar em Tóquio.

 

  1. Kyoto

Kyoto

A antiga cidade de Kyoto é onde está o bairro das gueixas. Nos hospedamos no espetacular Ritz Hotel que tinha acabado de ser inaugurado. A arquitetura contemporânea japonesa é de uma beleza e bom gosto difícil de se encontrar em outro lugar. Se não estiver hospedado lá, vá visitar, é muito lindo!

 

  1. Kanagawa

Kanagawa

A segunda maior cidade do Japão, Yokohama, fica localizada a província de Kanagawa. Lá está a China Town, maior centro comercial chinês, com edificações do mesmo estilo e produtos em sua maioria vindos de lá. Uma pequena China no meio de Yokohama. Existem outras menores no país. Como de se esperar, os preços são mais baixos e há grande variedade de produtos. Além disso, passeios legais como viagens de barco de um ponto a outro da cidade, o Minato Mirai (que significa porto do futuro) e o divertido aquário Hakkejima Sea Paradise onde é possível até alimentar alguns leões-marinhos.

Bem próxima a Yokohama existe a pequena cidade de Kamakura onde encontra-se a segunda maior estátua de Buda com mais de 13m de altura. Kamakura se destaca pela beleza e pela grande quantidade de templos budistas e xintoístas, locais para meditação e descanso. Estando em Kanagawa não deixe de ficar em um Ryokan, tradicionais hotéis japoneses, onde se usa até mesmo quimonos de descanso (Yutaka), e opção de dormir em futon, tradicional cama japonesa, bem mais baixa e próxima do chão.

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